Economia

Temer propôs votar reforma trabalhista antes da previdenciária

O peemedebista colocou a reforma política, chamada por ele de "reformulação política", em terceiro lugar na lista

Temer: questionado se o Congresso teria legitimidade para votar as reformas, o presidente afirmou que os senadores e deputados "chegaram lá pelo voto popular" (Ueslei Marcelino/Reuters)

Temer: questionado se o Congresso teria legitimidade para votar as reformas, o presidente afirmou que os senadores e deputados "chegaram lá pelo voto popular" (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de abril de 2017 às 22h41.

São Paulo - O presidente Michel Temer (PMDB) propôs nesta segunda-feira (17) um cronograma de votação de reformas no Congresso que coloca as mudanças na legislação trabalhista na frente das alterações na Previdência, cuja aprovação é apontada pelo governo como fundamental para o reequilíbrio das contas públicas.

O peemedebista colocou a reforma política, chamada por ele de "reformulação política", em terceiro lugar na lista.

Temer afirmou ainda que já determinou que sejam feitos estudos para a "simplificação da metodologia tributária" - ou seja, a reforma tributária.

Questionado se o Congresso - onde um terço dos parlamentares já foi citado nas delações de executivos da Odebrecht - teria legitimidade para votar as reformas, o presidente afirmou que os senadores e deputados "chegaram lá pelo voto popular". "Legitimidade, eles têm integralmente."

Temer repetiu que manterá o rito onde estabelece que um ministro de sua equipe só será afastado se for alvo de uma denúncia pelo Ministério Público, sendo definitivamente retirado da equipe se a denúncia for aceita, tornando-o réu de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

O peemedebista ponderou, contudo, que poderá reintegrar um ministro investigado se o Supremo não aceitar a denúncia.

"Não pratico gestos de natureza populista. Delatado não é definitivamente condenado. Se houver denúncia, afasto. Pode acontecer de eu afastar temporariamente e a denúncia não ser aceita. Se não for aceita, volto atrás", disse Temer.

O presidente repetiu que a Operação Lava Jato - agora com a abertura de inquéritos contra políticos autorizada pelo ministro do STF Edson Fachin - não pode paralisar o Executivo e o Legislativo.

"Não vamos deixar que uma delação qualquer venha a paralisar o País."

Acompanhe tudo sobre:Michel TemerReforma da PrevidênciaReforma trabalhista

Mais de Economia

Governo começará a retirar subsídio à gasolina na próxima semana, reforça ministro da Fazenda

Payroll: EUA cria 57 mil vagas de emprego em junho, abaixo do esperado

Governo diz que lamenta decisão da União Europeia de taxar importação de aço

Regulamentação da Reforma Tributária traz conforto para o setor de infraestrutura