Setor manufatureiro é mais uma dor de cabeça para os EUA

Agosto foi o terceiro mês seguido de contração entre as indústrias e companhias do setor contrataram o menor número de trabalhadores desde o final de 2009

Nova York - O setor industrial dos Estados Unidos encolheu da maneira mais contundente em mais de três anos em agosto, enquanto dados separados mostraram que exportações e contratações fabris também caíram, em mais um golpe à economia já em dificuldades do país.

Agosto foi o terceiro mês seguido de contração entre os manufaturados, e companhias do setor contrataram o menor número de trabalhadores desde o final de 2009, de acordo com o relatório do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira.

O índice nacional de atividade industrial do ISM caiu para 49,6 em agosto, ante 49,8 em julho. A leitura ficou pouco abaixo da estimativa de 50,0 feita por economistas, de acordo com a mediana das impressões obtida em uma pesquisa da Reuters. Uma leitura abaixo de 50 indica contração no setor.

O setor manufatureiro tem sido um peso na recuperação da economia norte-americana, que perde força e se esforça para criar empregos agora.

A taxa de desemprego dos EUA permanece em 8,3 por cento, uma leitura alta que está trazendo fortes preocupações para o Federal Reserve, banco central norte-americano, e que adquire um lugar central na campanha presidencial.

O relatório de empregos do governo referente a agosto será divulgado na sexta-feira.

"Está se tornando mais claro que o setor manufatureiro está perdendo impulso", disse o economista-chefe da RBC Capital Markets em Nova York, Tom Porcelli. "Esse relatório antes dos resultados de folhas de pagamento na sexta-feira só vai solidificar um ação adicional do Fed se viermos a acompanhar um outro relatório fraco de empregos", acrescentou.

Um outro indicador industrial divulgado nesta terça-feira, o Índice final de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Instituto Markit, mostrou que o setor cresceu em agosto, mas ainda em um dos ritmos mais fracos desde que parou de registrar contração, em outubro de 2009.


O índice Markit ficou em 51,5 no mês passado, acima da leitura de 51,4 ​​em julho, graças a um ligeiro aumento na produção e no total de novas encomendas.

No entanto, agosto ficou aquém da estimativa preliminar, com as exportações caindo pelo terceiro mês consecutivo e as empresas demorando para contratar novos trabalhadores.

Novos pedidos de exportações são um peso para a atividade, com lento ou negativo crescimento da Europa e em outras regiões minando a demanda externa por produtos dos EUA, completou a pesquisa do PMI.

A expansão no setor foi "apenas modesta" em agosto, disse o economista do Markit Mark Wingham. Sem um salto significativo da atividade no próximo mês, o crescimento dos manufaturados no terceiro trimestre "será provavelmente um dos menores desde que a recuperação começou", avaliou.

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