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Serra sugere que EUA formem fundo para pesquisa do etanol

Recursos viriam de sobretaxa que incide sobre o etanol brasileiro que entra no mercado norte-americano e seriam usados para a pesquisa do produto

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h54.

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O governador de São Paulo, José Serra, sugeriu, nesta sexta-feira, que o dinheiro recebido pelos Estados Unidos referente à sobretaxa que incide sobre o etanol brasileiro que entra no mercado norte-americano deveria ser revertido para um fundo destinado ao desenvolvimento de pesquisa do produto.

Os EUA já anunciaram que pretendem investir US$ 160 milhões de dólares por ano até 2017. Mas, de acordo com Serra, qualquer projeto de pesquisa em parceria com os Estados Unidos tem um sério problema. "Os Estados Unidos não querem pesquisa de etanol produzido a partir da cana, pois eles produzem o produto a partir do milho. Eles preferem as pesquisas do etanol de celulose".

No acordo fechado entre o Brasil e os Estados Unidos nesta sexta-feira, um dos pontos acordados foi a cooperação entre os dois países no desenvolvimento da tecnologia de etanol de celulose. Trata-se de um produto produzido a partir da energia contida no bagaço e na palha da cana-de-açúcar.

A expectativa é de que o Brasil consiga dominar esta técnica a partir de 2009. De acordo com especialistas, a produção do etanol de celulose aumentaria o volume fabricado pelo País, sem a necessidade de ampliar a área plantada de cana, já que a matéria-prima deste etanol é alternativa à cana de açúcar.

Serra disse ainda que o Estado de São Paulo investirá R$ 150 milhões em pesquisas sobre a produção de etanol. "Vamos pesquisar variedades da cana mais propícias à produção de energia, e não de sacarose. Atualmente o que se aproveita é apenas um terço do potencial energético da cana", afirmou o governador.

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