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Da Redação
Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h04.
A área plantada para 2003 deve crescer 3,39%, segundo previsões do IBGE em novembro. A produção de 2002 será 1,41% menor que a de 2001, afirma o instituto.
O mais recente prognóstico para a safra de 2003 revela que a área plantada ou a plantar deve crescer 3,39% em relação a 2002, passando de 33,033 milhões para 34,155 milhões de hectares. Se a comparação for feita com a área colhida em 2002 (32,790 milhões de hectares), a área para a safra de 2003 passa a apresentar um acréscimo de 4,16%.
A estimativa se refere aos nove produtos analisados e se baseia no segundo levantamento de informações realizado em novembro pelo IBGE sobre as intenções de plantio e áreas já plantadas para a safra de 2003 nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e nos estados de Rondônia, Bahia, Maranhão e Piauí. Em 2002, a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá alcançar 97,156 milhões de toneladas, 1,41% inferior à safra de 2001 (98,544 milhões de toneladas).
Dentre os nove produtos analisados, três apresentam variação positiva em relação à área plantada da safra de 2002: cebola (0,09%), feijão em grão 1ª safra (2,35%) e soja (8,06%). Os demais, variação negativa: algodão herbáceo (-3,14%), arroz em casca (-2,46%), batata-inglesa 1ª safra (-4,77%), cana-de-açúcar (-0,84%), mandioca (-9,07%) e milho 1ª safra (-0,63%).
Produção em 2002
A produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá alcançar 97,156 milhões de toneladas em 2002, 1,41% inferior à safra passada (98,544 milhões de toneladas).
Em termos absolutos, a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas está assim distribuída: região Sul, 43,174 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 31,290 milhões de toneladas; Sudeste, 14,156 milhões de toneladas; Nordeste, 6,387 milhões de toneladas; e Norte, 2,148 milhões de toneladas.
Dentre os produtos analisados, apresentam variação positiva na estimativa de produção, em relação ao ano anterior: arroz em casca (2,93%), feijão em grão 1ª safra (35,02%), feijão em grão 2ª safra (16,37%), feijão em grão 3ª safra (15,35%), soja em grão (11,29%). Os produtos com variação negativa são: algodão herbáceo em caroço (-18,04%), milho em grão 1ª safra (-16,63%), milho em grão 2ª safra (-2,15%) e trigo (-4,79%).
Pecuária, frangos, ovos e leite
No terceiro trimestre de 2002, o número de animais abatidos aumentou 4,53% em comparação com o segundo trimestre do mesmo ano. Houve aumento de 3,58% na quantidade de bois abatidos, de 3,93% na quantidade de vacas e de 8,35% no volume de novilhos.
Com relação ao ano anterior, o número de bovinos abatidos aumentou 5% no terceiro trimestre de 2002. A categoria das vacas apresentou grande taxa de abate no período, 19,48%. A categoria dos bois teve aumento de 4,86%, e novilhos, queda de 8,63%.
O número de suínos abatidos no terceiro trimestre de 2002, em comparação com o segundo trimestre do mesmo ano, registrou aumento de 8,98%. Quando a comparação é feita com o terceiro trimestre de 2001, verifica-se um crescimento ainda maior: 23,28%.
O número de frangos abatidos no terceiro trimestre de 2002 cresceu 2,04% em comparação com o segundo trimestre do mesmo ano. Em relação ao terceiro trimestre de 2001, o aumento foi de 10,85%.
A produção de ovos no terceiro trimestre de 2002 apresentou pequena variação positiva. O aumento foi de 0,25% em relação ao trimestre imediatamente anterior, e de 1,11% em relação ao terceiro trimestre de 2001. Este pequeno aumento é consequência da revisão de plantéis feita pelos produtores, pois os custos de produção se elevaram com a valorização do milho e da soja no mercado interno.
Os volumes de leite, tanto adquirido quanto industrializado, tiveram, no terceiro trimestre de 2002, acréscimo em comparação com o segundo trimestre do mesmo ano. O aumento no período foi de 1,81% no volume de leite adquirido e de 1,96% no de leite industrializado.
Quando a comparação é estabelecida entre o terceiro trimestre de 2002 e o terceiro trimestre do ano anterior, observa-se redução tanto no volume de leite adquirido quanto no volume de leite industrializado. As reduções foram, respectivamente, de 3,21% e 2,81%.
No terceiro trimestre de 2002, a quantidade de couro cru adquirida pelos curtumes brasileiros e apurada pela pesquisa trimestral do couro foi de 7.293.523 unidades. Quando ao couro curtido, foram registradas 7.235.699 unidades. Do mesmo modo que ocorreu no segundo trimestre de 2002, os volumes registrados pela pesquisa não podem ser analisados em comparação com o segundo trimestre de 2002 e o terceiro trimestre de 2001, pois foram registradas mudanças no cadastro de informantes durante 2002, e esse fator poderia mascarar a comparação.