Economia

Rússia diz que responderá às sanções da UE com a mesma moeda

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram hoje oficialmente a ampliação, até 31 de janeiro de 2016, das sanções econômicas à Rússia


	Presidente russo, Vladimir Putin: "A Rússia, naturalmente, considera estas sanções infundadas e ilegais, e nós nunca fomos instigadores de medidas de castigo", disse o porta-voz do governo russo
 (Aleksey Nikolskyi/RIA Novosti/Kremlin/Reuters)

Presidente russo, Vladimir Putin: "A Rússia, naturalmente, considera estas sanções infundadas e ilegais, e nós nunca fomos instigadores de medidas de castigo", disse o porta-voz do governo russo (Aleksey Nikolskyi/RIA Novosti/Kremlin/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 22 de junho de 2015 às 08h18.

Moscou - Moscou considera "ilegal e infundada" a decisão da UE de ampliar em seis meses as sanções contra a Rússia pelas crises ucraniana, e responderá da mesma maneira, disse nesta segunda-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitro Peskov.

"A Rússia, naturalmente, considera estas sanções infundadas e ilegais, e nós nunca fomos instigadores de medidas de castigo", disse o porta-voz aos jornalistas.

Peskov acrescentou que Moscou "atuará em consequência", em referência à extensão das medidas que proíbem as importações de produtos perecíveis europeus.

"O princípio de reciprocidade é a base de nosso enfoque na troca de sanções", segundo Peskov.

O porta-voz afirmou que a imposição de sanções por parte de Bruxelas à Rússia "não só prejudica os interesses daqueles que participam da atividade econômica na Rússia, mas também aos interesses dos contribuintes nos países europeus".

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram hoje oficialmente a ampliação, até 31 de janeiro de 2016, das sanções econômicas impostas à Rússia por seu papel na crise no leste da Ucrânia, com o objetivo de que se cumpra o acordo de paz de Minsk.

"A UE estendeu as sanções econômicas contra a Rússia até 31 de janeiro de 2016, com vistas a uma completa implementação do acordo de Minsk", indicaram fontes comunitárias.

O conselho de ministros das Relações Exteriores comunitário aprovou esta medida como um ponto sem debate em sua reunião de hoje, já que tinha sido pactada previamente em nível dos embaixadores da UE.

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