Economia

Quem fala sobre juros é o Tombini, diz Dilma

Presidente desautorizou toda e qualquer declaração sobre política monetária que não seja feita pelo presidente do Banco Central

Dilma: "Quem fala sobre juros no meu governo é o Banco Central, Alexandre Tombini. Nem eu nem ninguém no meu governo tem autorização para falar sobre juros" (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Dilma: "Quem fala sobre juros no meu governo é o Banco Central, Alexandre Tombini. Nem eu nem ninguém no meu governo tem autorização para falar sobre juros" (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

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Da Redação

Publicado em 5 de março de 2012 às 09h52.

Hannover - A presidente Dilma Rousseff desautorizou na manhã de hoje, em Hannover, na Alemanha, toda e qualquer declaração sobre política monetária que não seja feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. A bronca foi dada quando a chefe de Estado foi questionada sobre as declarações feitas pelo secretário especial de Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. No domingo, o ministro havia afirmado que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziria os juros.

Questionada sobre o tema, a presidente foi taxativa. "Quem fala sobre juros no meu governo é o Banco Central, Alexandre Tombini. Nem eu nem ninguém no meu governo tem autorização para falar sobre juros", afirmou. Nesse momento, Marco Aurélio aguardava o fim da coletiva, também no lobby do hotel.

No domingo, o ministro havia comentado a política monetária, afirmando que o BC já vinha em uma trajetória de baixa da taxa básica de juros, a Selic. "Esse caminho já está definido, e com sucesso, porque não estamos tendo inflação", disse. Comentando as reuniões do Copom na terça e quarta-feira, Marco Aurélio antecipou a decisão do BC. "Vamos ter mais uma reunião do Copom, na qual vamos ter uma queda - moderada, mas vamos ter uma queda", disse.

Em sua entrevista, a presidente também voltou a criticar a política monetária de países desenvolvidos, citando números do Banco de Compensações Internacionais (BIS), segundo o qual esses bancos centrais já injetaram 8,8 trilhões de euros em seus sistemas financeiros, provocando desequilíbrios na economia mundial.

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