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Da Redação
Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h34.
Pode ser que a baixa produtividade na Europa não seja fruto da jornada de trabalho reduzida ou de tecnologia inadequada, mas de gerenciamento ruim. É o que mostra um estudo da consultoria Proudfoot, noticiado por The Wall Street Journal nesta segunda-feira (6/9). A Proudfoot acompanhou trabalhadores em nove países por mais de 10 mil horas e concluiu que os chefes são os culpados pela baixa produtividade, porque falham no planejamento e supervisão.
Entre os países pesquisados, a Alemanha registrou o menor número de dias de trabalho perdidos anualmente por empregado - 74 dias. Um dia de trabalho perdido, na definição da pesquisa, é aquele em que o trabalhador não realiza nada. A França obteve o pior resultado em dias perdidos, com 127 jornadas inúteis de trabalho por ano, por empregado.
O estudo também fez o levantamento nos Estados Unidos, e chegou a 96 dias perdidos por ano. O custo desse desperdício de tempo é enorme, diz The Wall Street Journal, alcançando no caso americano 800 bilhões de dólares ou 7,3% do Produto Interno Bruto. O estudo afirma que os executivos não prestam a devida atenção ao aprimoramento de controles gerenciais e não estão plenamente conscientes de que sua omissão está minando a produtividade de seus trabalhadores.
O estudo da Proudfoot Consulting, denominado "Gerenciamento pela Mediocridade", se choca com as conclusões do Banco Central Europeu, pelas quais a produtividade sofre no continente pela falha das empresas em investir em novas tecnologias. A instituição calcula que os países da zona do euro perderam ritmo na expansão da produtividade, recuando de um crescimento de 1,9% nos anos 80 para 0,9% entre 1996 e 2003.