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Primeira mulher e negra a dirigir a OMC deve "sacudir" a instituição, diz Lagarde

Americana Okonjo-Iweala, 66, foi apelidada de "causadora de encrencas" ao implantar medidas anti-corrupção como ministra das Finanças da Nigéria
 (Reuters/Lucas Jackson)
(Reuters/Lucas Jackson)
Por Fabiane StefanoPublicado em 09/02/2021 12:15 | Última atualização em 09/02/2021 16:09Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A próxima diretora-geral da Organização Mundial do Comércio tem uma reputação de abalar guardiões da riqueza e do poder que será útil em seu novo papel. Durante os esforços de Ngozi Okonjo-Iweala para combater a corrupção durante sua primeira passagem como ministra das Finanças da Nigéria, os oponentes a apelidaram de “Okonjo Wahala” - “Okonjo, a que causa encrencas”.

A economista de 66 anos aceitou o apelido e de fato enfrentou problemas em sua campanha pelo cargo na OMC. Por estar do lado contrário ao governo Trump, sua falta de experiência em negociações comerciais a tornou alvo de um veto dos EUA, apesar do endosso do comitê de seleção da organização e de quase todos os outros países membros.

Agora, com a bênção do governo do presidente Joe Biden depois que a outra candidata desistiu de disputar o cargo, Okonjo-Iweala está prestes a se tornar a primeira mulher e a primeira africana a liderar a OMC em 25 anos de história da organização. Também será a primeira cidadã americana a desempenhar a função.

“Ela é uma mulher maravilhosa, suave e muito gentil, com uma abordagem autêntica para os problemas, mas, sob essa luva macia, há uma mão dura e uma forte vontade por trás”, disse a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, em entrevista, acrescentando que a nova diretora-geral vai “sacudir” as estruturas.

Credenciais de crise

A OMC precisa urgentemente ser sacudida. Os três pilares da organização com sede em Genebra estão sob ameaça. Sua utilidade tem sido questionada à medida que o tipo de capitalismo estatal da China aumenta sua pegada na economia global, fomentando críticas de Bruxelas a Brasília.

A organização tem encontrado obstáculos para produzir acordos multilaterais significativos, sua função de monitoramento de comércio está abaixo das expectativas e o ex-presidente dos EUA Donald Trump neutralizou o órgão de apelação da OMC final de 2019. Com um orçamento total no ano passado de US$ 220 milhões e uma equipe de mais de 600 funcionários, a organização ficou engessada durante o período mais turbulento para o comércio internacional em gerações.

Adicione a pandemia à turbulência, e o trabalho mais significativo da OMC quase foi paralisado no ano passado e levou o então diretor-geral, Roberto Azevêdo, a anunciar sua renúncia inesperadamente.

A OMC planeja realizar uma reunião nos próximos dias em que seus membros tomarão uma decisão final sobre a candidatura de Okonjo-Iweala. Se nenhum dos 164 membros da OMC mostrar oposição, ela será indicada para um mandato de quatro anos, com uma possível extensão de quatro anos em 2025.

Okonjo-Iweala está ciente de que grande parte de seu trabalho será arbitrar as batalhas comerciais entre a China e o Ocidente.

“Temos membros de países desenvolvidos que acreditam ter carregado o fardo da liberalização - muito dele - e que talvez os países em desenvolvimento avançado não tenham carregado o suficiente”, disse Okonjo-Iweala à Bloomberg em entrevista por telefone. “Vou ouvir países desenvolvidos, ouvir os países em desenvolvimento avançado e os menos desenvolvidos e perguntar: ‘Onde há um denominador comum?’”.

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