Economia

Portugal mantém meta de déficit fixada

Vice primeiro-ministro disse que os organismos não cederam na flexibilização da meta de déficit fixado em 5,5% do PIB este ano e 4% em 2014


	Paulo Portas: vice-primeiro-ministro português espera que se "reconheça o esforço de Portugal de recuperar a parcela de soberania que perdemos" em 2011
 (Patricia de Melo Moreira/AFP)

Paulo Portas: vice-primeiro-ministro português espera que se "reconheça o esforço de Portugal de recuperar a parcela de soberania que perdemos" em 2011 (Patricia de Melo Moreira/AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de outubro de 2013 às 15h51.

Lisboa - A missão dos organismos internacionais que foram a Lisboa avaliar o plano de ajustes iniciado em Portugal após seu resgate financeiro deu sinal verde aos avanços registrados pelo país, mas não flexibilizou o objetivo do déficit, informou nesta quinta-feira o governo.

"Passamos por estas avaliações e isso dá crédito a Portugal e permite ao país se aproximar" do fim do processo de ajustes, anunciou o vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas.

Em entrevista coletiva em que divulgou os resultados da oitava e nona avaliação dos técnicos de Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), o vice primeiro-ministro disse que os organismos não cederam na flexibilização da meta de déficit fixado em 5,5% do PIB este ano e 4% em 2014.

"Portugal não pode ainda viver independente de seus credores", disse Paulo Portas, que estava acompanhado da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que ressaltou que "hoje podemos dizer que Portugal entrou em uma nova fase" do processo de ajustes.

A missão constatou que há sinais de recuperação econômica em Portugal e estabeleceu uma previsão de crescimento semelhante a do governo luso elevando-a para 2014 em 0,6% a 0,8%.

Melhoraram também as previsões de desemprego, apesar de não terem caído tanto como é necessário.

Ainda faltam três avaliações dos organismos que apoiaram o reajuste de Portugal após a crise de 2001, mas Paulo Portas espera que se "reconheça o esforço de Portugal de recuperar a parcela de soberania que perdemos" em 2011. 

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