Pimentel: tributação precisa se adequar a desenvolvimento

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os impostos não se adequam ao tamanho do território brasileiro e ao nível de desenvolvimento do país
Fernando Pimentel:  "crescemos tributando combustível, a energia elétrica isso é um erro grave” (WIKIMEDIA COMMONS)
Fernando Pimentel: "crescemos tributando combustível, a energia elétrica isso é um erro grave” (WIKIMEDIA COMMONS)
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Ivan RichardPublicado em 29/06/2011 às 12:49.

Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou há pouco, na Câmara dos Deputados, que o Brasil precisa mudar sua estrutura tributária como forma de se adequar à nova realidade. Pimentel disse que a atual forma de tributação brasileira não está mais adequada ao tamanho do território e ao nível de desenvolvimento.

“Nossa estrutura tributária não é adequada ao nosso tamanho. Não digo carga tributária porque esse é um discurso muito pobre. A nossa estrutura é mal distribuída e mal colocada para as demanda que o país tem hoje, talvez, ela fosse adequada para o Brasil de 20 anos atrás”, argumentou Pimentel.

O ministro defendeu uma reforma tributária que diminua os impostos cobrados nos insumos, como forma de impulsionar a indústria. “A estrutura tributária nos preocupa muito. O Brasil é um país que construiu sua história tributando insumos básicos da economia. Para um país com um nível de desenvolvimento que já temos, isso é um erro grave. Crescemos tributando combustível, a energia elétrica isso é um erro grave”, afirmou.

Pimentel criticou ainda a chamada guerra fiscal, mas ponderou que apenas reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) acabaria prejudicando os estados. “Se, de uma hora para outra, viramos de ponta a cabeça o sistema tributário a gente quebra o país.”

Em relação à questão cambial, Pimentel disse que o Brasil tem usado os mecanismos possíveis, como o aumento o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e regras para dificultar a entrada de capital financeiro na economia, como forma de equilibrar o valor do real em relação ao dólar.