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Petróleo dispara por sanções dos EUA a Irã e Venezuela

Os EUA anunciaram nesta segunda novas sanções contra a Venezuela

. (Ernest Scheyder/Reuters)

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AFP

Publicado em 8 de maio de 2018 às 07h16.

O petróleo disparou nesta segunda-feira (7), atingindo os preços mais altos em três anos e meio, devido às sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a ameaça de punição ao Irã, dois membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O barril de light sweet crude (WTI) para entrega em junho superou a barreira dos 70 dólares pela primeira vez desde novembro de 2014. Ele fechou cotado a 70,73 dólares, após ganhar 1,01 dólar - 1,45% a mais que na sexta-feira.

Em Londres, os mercados estavam fechados, mas nas transações eletrônicas o barril de Brent do Mar do Norte para junho ganhou 1,30 dólar (+1,74%), a 76,17 dólares - seu melhor preço desde o fim de 2014.

"O barril de WTI alcançar os 70 dólares é psicologicamente importante, mas os preços não param de subir à medida que se aproxima a data-limite para Donald Trump anunciar sua decisão sobre as sanções ao Irã", explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Donald Trump vai anunciar sua decisão nesta terça-feira. Se as sanções as terceiro maior produtor da Opep voltarem, a oferta mundial de petróleo poderia ser afetada.

"Se Donald Trump optar por sair do acordo, isso reduziria muito o volume de exportação de petróleo iraniano ao mercado mundial, onde os estoques já estão começando a cair", alertou Lipow.

Simultaneamente, os EUA anunciaram nesta segunda novas sanções contra a Venezuela, outro exportador de petróleo.

"Como a produção de petróleo venezuelano já caiu bastante no último ano, graças à falta de investimentos, à saída de muitos trabalhadores e à falta de liquidez, o fluxo proveniente da Venezuela poderia ser prejudicado", disse Lipow.

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