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Trump processa Tesouro e Receita Federal dos EUA em US$ 10 bi por vazamento de registros fiscais

Processo foi aberto em um tribunal federal em Miami

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 21h20.

Última atualização em 29 de janeiro de 2026 às 21h32.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, processou o Departamento do Tesouro e o Serviço de Receita Federal (IRS) em pelo menos US$ 10 bilhões devido à divulgação não autorizada de suas declarações de imposto de renda durante seu primeiro mandato.

O processo foi aberto em um tribunal federal em Miami, segundo informações da agência Bloomberg. A ação movida contra a Receita Federal (IRS) e o Departamento do Tesouro alegam que as instituições falharam em sua obrigação de impedir o vazamento desses registros pelo ex-funcionário da Receita Federal, Charles “Chaz” Littlejohn, entre 2019 e 2020.

Um porta-voz da equipe jurídica de Trump declarou à CNBC que IRS facilitou o acesso de um funcionário aos dados financeiros do presidente americano por motivações políticas, que posteriormente compartilhou os registros ao The New York Times e outros jornais norte-americanos.

"O IRS permitiu indevidamente que um funcionário desonesto, com motivações políticas, vazasse informações privadas e confidenciais sobre o presidente Trump, sua família e a Organização Trump para o New York Times, a ProPublica e outros veículos de notícias de esquerda, que foram então divulgadas ilegalmente para milhões de pessoas."

De acordo com o representante de Trump, o presidente americano está empenhado em retalhar qualquer rival.

"O presidente Trump continua responsabilizando aqueles que prejudicam a América e os americanos", afirmou.

Guerra ao JPMorgan

Na última semana, Trump também anunciou a abertura de um processo contra o JPMorgan Chase e seu CEO, Jamie Dimon, em US$ 5 bilhões, numa ação que acusa a instituição financeira de excluí-lo de suas contas bancárias por motivos políticos.

O advogado de Trump, Alejandro Brito, entrou com a ação na última quinta-feira em um tribunal estadual da Flórida, em Miami, em nome do presidente e de várias de suas empresas do setor hoteleiro.

"Estabelecemos altas expectativas e nos responsabilizamos por elas. Fazemos o que é certo — não necessariamente o que é fácil ou conveniente. Cumprimos a letra e o espírito das leis e regulamentos em todos os lugares onde atuamos e temos tolerância zero para comportamentos antiéticos", diz o processo.

"Apesar de alegar prezar esses princípios, o JPMorgan Chase os violou ao encerrar unilateralmente — e sem aviso prévio ou reparação — diversas contas bancárias do autor", acescenta.

Um porta-voz disse do banco à Fox News: "Embora lamentemos que o presidente Trump tenha nos processado, acreditamos que o processo não tem fundamento. Respeitamos o direito do presidente de nos processar e o nosso direito de nos defendermos – é para isso que servem os tribunais", disse. O porta-voz continuou: "O JPMorgan Chase não fecha contas por motivos políticos ou religiosos. Fechamos contas porque elas criam riscos legais ou regulatórios para a empresa. Lamentamos ter que fazer isso, mas muitas vezes as regras e as expectativas regulatórias nos levam a essa situação."

Trump era cliente do JPMorgan há décadas, e ele e suas entidades afiliadas "transacionaram centenas de milhões de dólares" por meio do JPMorgan Chase, de acordo com o processo.

O advogado de Trump afirmou que 19 de fevereiro de 2021 foi o dia que "alterou para sempre a dinâmica do relacionamento entre as partes", quando o banco, supostamente "sem aviso prévio ou provocação", notificou Trump e suas entidades de que diversas contas bancárias que eles controlavam, das quais eram beneficiários e que utilizavam ativamente para transações, "seriam encerradas apenas dois meses depois, em 19 de abril de 2021".

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