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Países da Ásia ampliam acordo de troca cambial

Por Regina Cardeal Seul - Os cinco integrantes da Associação de Países do Sudeste Asiático (Asean) - Tailândia, Malásia, Indonésia, Cingapura e Filipinas - e três grandes parceiros regionais - Japão, China e Coreia do Sul - vão lançar em 24 de março um programa de swap (troca) de câmbio para garantir liquidez em dólares […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h46.

Por Regina Cardeal

Seul - Os cinco integrantes da Associação de Países do Sudeste Asiático (Asean) - Tailândia, Malásia, Indonésia, Cingapura e Filipinas - e três grandes parceiros regionais - Japão, China e Coreia do Sul - vão lançar em 24 de março um programa de swap (troca) de câmbio para garantir liquidez em dólares no caso de uma crise financeira. O novo pacto amplia a Iniciativa Chiang Mai, lançada em 2000 depois da forte fuga de capital provocada pela crise financeira que atingiu a Ásia em 1997-1998. Conforme anunciado em maio passado, o tamanho do fundo será expandido de US$ 78 bilhões para US$ 120 bilhões.

Os recursos ficarão disponíveis para os membros do Asean+3, com Hong Kong também participando do acordo pela primeira vez. "Os objetivos principais são buscar superar dificuldades no balanço de pagamento e de liquidez de curto prazo na região e suplementar acordos financeiros internacionais existentes", disseram os países em comunicado conjunto divulgado pelo governo da Coreia do Sul.

Japão e China (incluindo Hong Kong) vão contribuir, cada um, com US$ 38,4 bilhões, ou 32% do total. Coreia do Sul dará US$ 19,2 bilhões, ou 16%. A maioria dos países concluiu a assinatura do acordo até o último dia 24 e o pacto entrará em vigor em 90 dias, disse o Ministério de Finanças e Estratégias da Coreia do Sul.

Diferentemente do formato bilateral da Iniciativa Chiang Mai, o novo acordo é multilateral, com os participantes reunindo os recursos num pool a partir de suas reservas estrangeiras. Japão, China e Coreia poderão utilizar até US$ 19,2 bilhões cada do pool, enquanto alguns dos outros países poderão tomar emprestado até cinco vezes suas contribuições, segundo o comunicado coreano.

Qualquer participante pode usar até 20% dos fundos fora de condições de crise. Os restantes 80% só poderão ser retirados quando houver uma situação tão grave que o país precise recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI), disse Ahn Buyng-chan, diretor-geral do Banco da Coreia. As informações são da Dow Jones.

 

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