Inflação: Café foi um dos itens que mais subiram em 2025 (Freepik)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 08h00.
Última atualização em 12 de janeiro de 2026 às 11h22.
Em um ano de inflação dentro da meta, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 4,26% em 2025, alguns produtos e serviços apresentaram variações muito acima — ou abaixo — da média.
O destaque entre os maiores aumentos foi o item transporte por aplicativo, com alta de 56,08%, enquanto o abacate liderou as quedas, com recuo de 42,02% em 2025.
Os dados, divulgados pelo IBGE, mostram que os preços de alimentos como café moído, pimentão e chocolate subiram fortemente, enquanto itens básicos da cesta alimentar, como arroz, feijão-preto e laranja, ficaram mais baratos.
Entre os dez itens com maior alta de preços no IPCA de 2025, sete pertencem ao grupo de alimentação, dois ao setor de serviços e um ao grupo de bens pessoais. O transporte por aplicativo foi o item com maior variação individual no ano.
Entre os dez produtos com maiores quedas no IPCA de 2025, a maioria é composta por alimentos in natura ou da cesta básica. Os cinco primeiros itens apresentaram deflação superior a 24% no ano.
Segundo o IBGE, em divulgações durante 2025, a supersafra recorde do ano, com mais de 350 milhões de grãos, favoreceu a queda de produtos in natura e da cesta básica.
grãos, como arroz, feião e cereais, estão entre as maiores quedas do ano (Lucas Ninno/Getty Images)
Para além da alta, o IBGE destaca os itens que tiveram maior impacto no IPCA. A energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano.
Durante parte relevante do ano, o país operou na bandeira vermelha, onde o consumidor paga um custo extra pela geração de energia.
Com o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas abaixo do necessário pelo baixo volume de chuva, foi necessário utilizar usinas termelétricas, aumentando o custo da geração.
Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.
| # | Produto | Variação (%) |
|---|---|---|
| 1 | Transporte por aplicativo | 56,08 |
| 2 | Café moído | 35,65 |
| 3 | Pimentão | 30,93 |
| 4 | Peixe - pintado | 30,86 |
| 5 | Chocolate em barra e bombom | 27,12 |
| 6 | Fisioterapeuta | 25,52 |
| 7 | Café solúvel | 25,47 |
| 8 | Joia | 25,42 |
| 9 | Manga | 21,75 |
| 10 | Chocolate e achocolatado em pó | 21,10 |
No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, e o agregado de preços monitorados, ou seja, administrados pelo governo, de 4,66% para 5,28%.
Produtos que ficaram mais baratos em 2025
| # | Produto | Variação (%) |
|---|---|---|
| 1 | Abacate | -42,02 |
| 2 | Feijão - preto | -32,38 |
| 3 | Arroz | -26,56 |
| 4 | Laranja - lima | -25,47 |
| 5 | Laranja - pera | -24,87 |
| 6 | Cereais, leguminosas e oleaginosas | -23,43 |
| 7 | Azeite de oliva | -21,04 |
| 8 | Limão | -19,22 |
| 9 | Inhame | -18,64 |
| 10 | Alho | -15,88 |