Economia

O que ficou mais caro (e mais barato) para o brasileiro em 2025

O destaque entre os maiores aumentos foi o transporte por aplicativo, com alta de 56,08%, enquanto o abacate liderou as quedas, com recuo de 42,02% em 2025

Inflação: Café foi um dos itens que mais subiram em 2025 (Freepik)

Inflação: Café foi um dos itens que mais subiram em 2025 (Freepik)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 08h00.

Última atualização em 12 de janeiro de 2026 às 11h22.

Em um ano de inflação dentro da meta, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 4,26% em 2025, alguns produtos e serviços apresentaram variações muito acima — ou abaixo — da média.

O destaque entre os maiores aumentos foi o item transporte por aplicativo, com alta de 56,08%, enquanto o abacate liderou as quedas, com recuo de 42,02% em 2025.

Os dados, divulgados pelo IBGE, mostram que os preços de alimentos como café moído, pimentão e chocolate subiram fortemente, enquanto itens básicos da cesta alimentar, como arroz, feijão-preto e laranja, ficaram mais baratos.

Entre os dez itens com maior alta de preços no IPCA de 2025, sete pertencem ao grupo de alimentação, dois ao setor de serviços e um ao grupo de bens pessoais. O transporte por aplicativo foi o item com maior variação individual no ano.

Entre os dez produtos com maiores quedas no IPCA de 2025, a maioria é composta por alimentos in natura ou da cesta básica. Os cinco primeiros itens apresentaram deflação superior a 24% no ano.

Segundo o IBGE, em divulgações durante 2025, a supersafra recorde do ano, com mais de 350 milhões de grãos, favoreceu a queda de produtos in natura e da cesta básica.

Preço dos grãos em maior queda desde 2008

grãos, como arroz, feião e cereais, estão entre as maiores quedas do ano (Lucas Ninno/Getty Images)

Maior impacto foi da energia elétrica

Para além da alta, o IBGE destaca os itens que tiveram maior impacto no IPCA. A energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano.

Durante parte relevante do ano, o país operou na bandeira vermelha, onde o consumidor paga um custo extra pela geração de energia.

Com o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas abaixo do necessário pelo baixo volume de chuva, foi necessário utilizar usinas termelétricas, aumentando o custo da geração. 

Em segundo lugar, vieram os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação; plano de saúde, com 0,26 p.p. e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 p.p. e 6,06%; e lanche, com 0,21 p.p. e 11,35%.

Produtos que ficaram mais caros em 2025

#ProdutoVariação (%)
1Transporte por aplicativo56,08
2Café moído35,65
3Pimentão30,93
4Peixe - pintado30,86
5Chocolate em barra e bombom27,12
6Fisioterapeuta25,52
7Café solúvel25,47
8Joia25,42
9Manga21,75
10Chocolate e achocolatado em pó21,10

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, e o agregado de preços monitorados, ou seja, administrados pelo governo, de 4,66% para 5,28%.

Produtos que ficaram mais baratos em 2025

#ProdutoVariação (%)
1Abacate-42,02
2Feijão - preto-32,38
3Arroz-26,56
4Laranja - lima-25,47
5Laranja - pera-24,87
6Cereais, leguminosas e oleaginosas-23,43
7Azeite de oliva-21,04
8Limão-19,22
9Inhame-18,64
10Alho-15,88
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