Economia

Núcleo da inflação na zona do euro acelera e dá alívio ao BCE

Inflação excluindo os preços voláteis de energia e alimentos, medida observada pelas autoridades, saltou para 1,2 por cento em junho

Euro: combatendo o aumento muito baixo dos preços, o BCE está fornecendo estímulo sem precedentes com fortes compras de ativos e juros negativos (Getty Images/Getty Images)

Euro: combatendo o aumento muito baixo dos preços, o BCE está fornecendo estímulo sem precedentes com fortes compras de ativos e juros negativos (Getty Images/Getty Images)

R

Reuters

Publicado em 30 de junho de 2017 às 08h35.

Bruxelas / Frankfurt - O núcleo da inflação na zona do euro acelerou neste mês, mostraram dados oficiais nesta sexta-feira, em um alívio para o Banco Central Europeu (BCE) no momento em que enfrenta preços fracos do petróleo que devem pressionar os preços ao consumidor nos próximos meses.

A inflação excluindo os preços voláteis de energia e alimentos, medida observada pelas autoridades, saltou para 1,2 por cento em junho de 1,0 por cento no mês anterior já que os custos de serviços subiram inesperadamente, colocando o núcleo da inflação acima das expectativas de mercado de 1,0 por cento.

Por sua vez a inflação geral, para a qual a meta do BCE é de pouco abaixo de 2 por cento, desacelerou a 1,3 por cento sobre o ano anterior, de 1,4 por cento antes, informou a agência de estatísticas da União Europeia, mas ainda acima da expectativa de 1,2 por cento.

Combatendo o aumento muito baixo dos preços, o BCE está fornecendo estímulo sem precedentes com fortes compras de ativos e juros negativos, na esperança de induzir empréstimos e gastos que eventualmente alimentariam a inflação.

Mas uma vez que o crescimento da economia está claramente ganhando força, o presidente do BCE, Mario Draghi, levantou nesta semana a perspectiva de aperto da política monetária, argumentando que condições melhores de crescimento estão naturalmente fornecendo mais expansão, e portanto o BCE teria espaço para reduzir suas medidas.

Acompanhe tudo sobre:EuropaInflaçãoBCEZona do Euro

Mais de Economia

Brasil cria 1,2 milhão de empregos formais em 2025, menor saldo desde 2020

Haddad confirma saída do ministério da Fazenda em fevereiro

Dutra terá corredor logístico eletrificado entre Rio de Janeiro e São Paulo

Banco Central muda comunicado e sinaliza para corte da Selic em março