Economia

Mercado prevê redução de 0,75 ponto percentual da taxa Selic

Corte poderia ser ainda maior, não fosse a inflação, que vem sendo pressionada pela alta do álcool

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h23.

A influência política tem passado longe das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), e na reunião desta semana não deve ser diferente. Analistas não acreditam que as eleições vão influenciar a equipe técnica do Banco Central e apostam em uma redução de, no máximo, 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros. Hoje, a taxa é de 18% ao ano.

Além disso, o fantasma da inflação deve rondar o ano de 2006. Alta nos preços do álcool, da gasolina e de algumas commodities tendem a pressionar o índice nos próximos meses. Em 2005, o IPCA (referência oficial de inflação) teve uma alta acumulada de 5,69%, acima da meta do governo, que era de 5,1%.

O analista de renda fixa do Banco Prosper, Carlos Cintra, prefere adotar certa cautela nesse início de ano. "A inflação não está dando sinais de tranqüilidade", diz Cintra, que aposta em uma redução de apenas meio ponto percentual da taxa Selic. No entanto, ele acredita que a situação irá melhorar ao longo de 2006. "Até dezembro, acredito que os juros estarão em torno de 14%. Não por influência do governo, mas por questões técnicas", diz.

A maior parte do mercado, porém, aposta em uma queda um pouco mais acentuada. "Como a freqüência das reuniões diminuiu, o Banco Central deve aproveitar cada oportunidade para reduzir os juros a um ritmo mais acelerado", diz Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e chefe da divisão de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

"São poucas reuniões e o Banco Central não tem mais tempo para errar", completa o economista. Segundo ele, as previsões para a inflação este ano estão todas convergindo para 4,6%, o que abre espaço para um corte agressivo. "Acredito que a redução, na reunião de hoje, será de 0,75 ponto percentual, devendo permanecer nesse ritmo ao longo do ano", explica Freitas.

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