Economia

George Soros prevê recessão nos EUA em 2007

Em sua luta contra a inflação, o FED está exagerando na dose dos juros, diz o investidor

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h46.

Priorizar nos meus resultados Google

O FED, banco central americano, está cometendo exageros em sua política de juros. Essa é a opinião do megainvestidor George Soros, que prevê desaquecimento geral no setor imobiliário e uma recessão na economia americana para 2007.

Com o objetivo de conter a inflação, o FED vem aumentando a taxa básica de juros desde 2004. A taxa, que hoje é de 4,25%, pode chegar a 4,75%, segundo Soros. O problema é que o mercado imobiliário, um dos pilares do crescimento econômico americano, não está mais atendendo às expectativas . "Se os preços no setor imobiliário continuarem a cair, o resultado pode ser a recessão", disse Soros. A informação é do jornal britânico Financial Times. Segundo ele, a bolha do setor imobiliário já atingiu seu auge e agora tende a murchar.

"A Europa tem crescido relativamente bem, mas não o suficiente para contrabalançar uma recessão nos Estados Unidos", disse o investidor. A saída poderia vir da Ásia, hoje a economia mais dinâmica do mundo. Os governos daquela região, porém, precisam estimular o consumo doméstico e, com isso, diminuir sua dependência nas exportações.

Aos 75 anos, Soros vem patrocinando projetos pela democracia em diversas áreas. Nesse quesito, ele não esconde sua preocupação com relação à China. Segundo ele, a falta de transparência e de debates vai acabar prejudicando o desempenho do país na economia mundial. "Eles deveriam usar a atual fase de prosperidade para ampliarem a liberdade de expressão. "Não existem dúvidas de que algum tipo de crise irá surgir", disse Soros.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Economia

Com reforma tributária, PMEs vão operacionalizar cashback – só não se sabe como

‘Não vai funcionar aumentar carga tributária, é preciso controlar gasto’, diz Mansueto

Reforma Tributária muda prazo do Simples Nacional: empresas têm até setembro para aderir

Bancários fazem paralisação: como fica o pagamento de contas e de salários?