Economia

Acordo não requer compromisso com austeridade, diz Monti

Premiê ressaltou que o novo mecanismo exigirá que os países assinem um memorando de entendimento, mas não precisem se comprometer com novos programas de austeridade

Mario Monti, primeiro-ministro italiano, na reunião da União Europeia, em Bruxelas (Sebastien Pirlet/Reuters)

Mario Monti, primeiro-ministro italiano, na reunião da União Europeia, em Bruxelas (Sebastien Pirlet/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de junho de 2012 às 06h33.

Bruxelas - O primeiro-ministro italiano Mario Monti disse hoje que, na reunião de cúpula da União Europeia, a Itália lutou por um acordo no Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) de forma a estabilizar as taxas de juros da dívida pública. Ele acrescentou, porém, que o país não vai precisar usá-lo no momento.

Monti ressaltou que o novo mecanismo exigirá que os países assinem um memorando de entendimento, mas não precisem se comprometer com novos programas de austeridade, como os empreendidas por Portugal e Grécia.

Sob o novo mecanismo europeu de fundos de resgate - a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e seu sucessor, o ESM - será permitida a compra e a venda de títulos soberanos nos mercados primário e secundário através do Banco Central Europeu (BCE), afirmou Monti.

O premiê acrescentou que "a fim de assegurar uma gestão eficiente, a EFSF e o ESM vão comprar e vender no mercado de títulos". Segundo Monti, o BCE tem "conhecimento das condições do mercado e uma capacidade operacional que os fundos de resgate não têm". As informações são da Dow Jones.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEuropaItáliaPiigsCrise econômicaUnião EuropeiaCrises em empresas

Mais de Economia

Novo Desenrola: renegociação de dívidas com uso do FGTS começará em 25 de maio

Produção industrial cresce 0,1% em março e avança em 11 de 15 locais pesquisados

Varejo cresce 0,5% em março e tem alta de 4% na comparação anual, diz IBGE

Fim da taxa das blusinhas é um retrocesso e afetará as micro e pequenas empresas, diz CNI