Economia

BC prevê alta do crédito total de 12% em 2015, diz Maciel

O crescimento é o mesmo previsto para 2014, mas Maciel ressalta que a previsão representa uma moderação do crédito em relação à tendência histórica


	Dinheiro: para o crédito livre, o BC prevê uma alta de 7% em 2015 ante 5% em 2014
 (Marcos Santos/USP Imagens)

Dinheiro: para o crédito livre, o BC prevê uma alta de 7% em 2015 ante 5% em 2014 (Marcos Santos/USP Imagens)

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Da Redação

Publicado em 22 de dezembro de 2014 às 13h27.

Brasília - O Banco Central prevê uma alta de 12% do crédito no Brasil em 2015. O crescimento é o mesmo previsto para 2014, mas o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Túlio Maciel, ressaltou que a previsão representa uma moderação do crédito em relação à tendência histórica.

Desde 2010, a expansão do crédito vem desacelerando no País. Naquele ano, a alta foi de 20,6% depois de uma alta de 15% em 2009. A partir daí, as taxas de crescimento caíram: 18,8% (2011); 16,4% (2012) e 14,6% (2013). "Estamos vendo uma moderação do crédito a exemplo do que aconteceu em 2013", disse Maciel.

Para o crédito livre, o BC prevê uma alta de 7% em 2015 ante 5% em 2014. Já a estimativa para a expansão do crédito direcionado é de 16%, o que sinaliza uma queda do ritmo de expansão em relação a 2014, quando o O BC espera uma alta de 20%.

Para o crédito dos bancos privados, a previsão de expansão é de 14% em 2015 ante 17% este ano. O crédito dos bancos privados nacionais deve crescer 9% no ano que vem e 5% este ano. Já para os bancos privados estrangeiros a previsão de alta é de 7% em 2015, mesma previsão para este ano. O volume de crédito no País deve fechar o ano em 58% do PIB e subir para 61% do PIB em 2015.

Projeção 2014

O Banco Central manteve a projeção de 12% de alta do crédito no País em 2014. Segundo Túlio Maciel, a alta do crédito em 12 meses tem oscilado em torno de 12%. Em novembro, a alta no acumulado em 12 meses fechou em 11,8%.

"O crédito em novembro se expandiu de maneira geral", disse Maciel. Ele explicou que o crédito para as família não se expandiu em decorrência do fato de que as pessoas receberam o 13º salário e saíram do cheque especial. O crédito do cheque especial teve queda de 4,1%.

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