Economia

Lupi espera criação de até 360 mil vagas em abril

Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu hoje que o mês de abril deverá ter criação líquida de vagas formais de trabalho de 340 mil a 360 mil. Se essa projeção for confirmada, o volume de empregos gerados no período será o melhor não apenas para meses de abril, mas também para toda […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h44.

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Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, previu hoje que o mês de abril deverá ter criação líquida de vagas formais de trabalho de 340 mil a 360 mil. Se essa projeção for confirmada, o volume de empregos gerados no período será o melhor não apenas para meses de abril, mas também para toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Até agora, o melhor resultado para um mês de abril foi em 2007, quando houve criação líquida de 302 mil vagas de trabalho. O melhor resultado mensal de toda a série foi registrado em junho de 2008, um total de 309 mil.

"Vamos viver o melhor abril, o melhor semestre e o melhor ano da geração de empregos", disse o ministro, durante entrevista coletiva. De acordo com ele, sua projeção para o mercado de trabalho este mês foi baseada em vários fatores, como melhora do plantio de safra e comportamento do mercado de trabalho. Isso porque, segundo ele, como a indústria mostrou forte recuperação no começo do ano, agora deve haver consequências para o comércio do atacado e depois no varejo.

Ele manteve a projeção de que este ano serão criadas mais de 2 milhões de vagas formais de trabalho e disse que, apesar dos números positivos do primeiro trimestre, uma revisão mais profunda poderá ser feita ao final dos primeiros seis meses do ano. "A projeção é uma avaliação pessoal. Não ponho minha equipe neste tipo de furada", disse o ministro. "Mas como sou ministro das boas notícias, costumo acertar."

Salários

Os salários médios de admissão apresentaram aumento real (descontado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC) de 4,37% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado, segundo Lupi. No período, os salários médios passaram de R$ 782,53 para R$ 816,70.

No período compreendido entre o primeiro trimestre de 2003 (primeiro ano do governo Lula) ao primeiro trimestre de 2010, os salários médios de admissão registraram um aumento real de 28,53%. Essa elevação é resultado, de acordo com Lupi, de aumentos generalizados em todos os Estados, que oscilam entre 7,39% (Distrito Federal) e 61,37% (Rondônia). "Quando a oposição descobrir que o salário é o grande motivador do governo Lula, já perdeu a eleição", afirmou o ministro. De acordo com ele, não há como a oposição criticar fatos, como a geração recorde de empregos formais em todos os meses desde o início. "A oposição terá que se conformar com isso", disse Lupi.

Juros

Lupi aproveitou ainda a entrevista para fazer uma defesa da manutenção da taxa básica de juros. "Não acredito que haja necessidade de aumento das taxas, estamos em um círculo virtuoso", afirmou ele, durante a entrevista coletiva em que divulgou o comportamento do mercado trabalho em março. "Não podemos matar a galinha dos ovos de ouro, que é a produção", disse, acrescentando que a elevação dos juros "cerceia" a produção. O ministro declarou que essa é sua única fonte de preocupação em relação ao cumprimento da meta de criação de 2 milhões de emprego formais em 2010.

Lupi avaliou que o governo precisa incentivar a produção fazendo com que o empresário direcione seus recursos para o investimento e não o jogue apenas na especulação. "Peço, luto, torço, trabalho para que não haja aumento (dos juros). Se tiver, será pequeno", disse o ministro.

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