Indusval espera elevar crédito em 15% em 2013

Para este ano, o banco espera que a liberação de recursos avance 15%

	Notas de Real: na avaliação do presidente da instituição, há duvidas quanto à sustentabilidade das empresas e o respeito do tripé econômico
 (Dado Galdieri)
Notas de Real: na avaliação do presidente da instituição, há duvidas quanto à sustentabilidade das empresas e o respeito do tripé econômico (Dado Galdieri)
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Aline Bronzati e Fernanda GuimarãesPublicado em 04/11/2013 às 10:18.

São Paulo - Depois de um ano frustrante para a oferta de crédito nos bancos médios e no sistema em geral, o Indusval espera elevar seus empréstimos em 20% no próximo ano, de acordo com o presidente da instituição, Manoel Felix Cintra Neto.

Para este ano, o banco espera que a liberação de recursos avance 15%, mesmo porcentual que ele projeta de crescimento para os bancos médios no ano que vem.

"Não temos ainda um cenário econômico claro para 2014, mas as empresas querendo expandir, estamos preparados embora o cenário não seja de otimismo", afirmou Cintra Neto, em conversa com jornalistas, durante evento de lançamento da nova marca da corretora do Indusval.

Na avaliação do executivo, que também é presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), há duvidas quanto à sustentabilidade das empresas e o respeito do tripé econômico.

Os créditos com garantia (como o consignado - com desconto em folha) devem crescer naturalmente na esteira do avanço já visto neste ano. Os bancos médios, na visão do executivo, estão fortes, preparados e capitalizados para expandirem suas carteiras de créditos.

Sobre a necessidade de aumento de capital por causa da novas regras de Basileia III, Cintra Neto disse que as instituições bancárias de menor porte no Brasil estão com níveis adequado de capital; entretanto, afirmou que regras muito fortes podem inibir a atuação de alguns players, fazendo com que eles mudem de mão.

Neste contexto, ele avaliou como positiva a aquisição do BicBanco pelo China Construction Bank (CCB), anunciada na semana passada, por R$ 1,620 bilhão.

"A aquisição foi positiva e mostra que o investidor estrangeiro continua tendo interesse no mercado brasileiro", analisou o presidente do Indusval.

Segundo ele, aquisições como a do BicBanco fortalecem o mercado brasileiro. Na visão do executivo, há ainda espaço para novas consolidações no mercado de bancos médios, tanto fusões entre instituições locais como aquisições de bancos estrangeiros para locais.

Cintra Neto informou ainda que o Indusval recebeu autorização do Banco Central para a aquisição da Intercap e que a consolidação das operações terá início hoje. Sobre novas aquisições, ele disse que não há nada no radar, mas não descartou interesse.