Economia

Indústria vê Selic como insuficiente para investimento

A CNI apontou a necessidade de se reduzir ainda mais a taxa básica e de medidas que aumentem a competitividade empresarial


	Paulo Skaf, presidente da Fiesp, pediu em nota que o governo amplie a redução da carga tributária sobre a produção
 (Mario Rodrigues/VEJA São Paulo)

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, pediu em nota que o governo amplie a redução da carga tributária sobre a produção (Mario Rodrigues/VEJA São Paulo)

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Da Redação

Publicado em 16 de janeiro de 2013 às 20h21.

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Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Selic em 7,25% ao ano é insuficiente para promover uma recuperação da economia. Em nota, distribuída na noite desta quarta-feira em seguida ao anúncio da taxa básica de juros, a CNI afirma que "o ambiente de baixa atividade econômica requer taxas de juros em níveis mais baixos e por um longo período".

Além disso, a confederação alerta que a política de juros baixos deve ser complementada por medidas que promovam o aumento da competitividade das empresas e garantam a retomada da atividade econômica. Entre as medidas defendidas pela CNI estão redução dos custos de produção, revisão dos gastos do governo e aumento de investimentos públicos.

Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considera que há espaço para novos cortes de juros. De acordo com a instituição, há muito dinheiro no País "procurando oportunidades e o Brasil tem que escolher o caminho do seu crescimento". A Fiesp acredita que novas quedas na Selic acontecerão ao longo do ano, mas avalia que o governo precisa "aumentar a competitividade da economia e destravar o investimento".

"O governo tem que avançar na redução da carga tributária sobre a produção, redução da burocracia e custo do crédito, além da melhoria da infraestrutura", afirmou o presidente da instituição, Paulo Skaf, em nota distribuída à imprensa. De acordo com ele, para alcançar maiores níveis de investimento é preciso também "acelerar a execução de obras públicas e regulamentar concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), sem tolher a iniciativa privada".

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