Economia

Inadimplência do consumidor cai em setembro, diz Serasa

Em setembro, o recuo foi de 0,8% na comparação com agosto


	Cheques sem fundo: a alta da inadimplência foi de 19,6% em setembro ante igual mês de 2013
 (ARQUIVO)

Cheques sem fundo: a alta da inadimplência foi de 19,6% em setembro ante igual mês de 2013 (ARQUIVO)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2014 às 10h59.

São Paulo - A baixa disposição dos consumidores em acumular dívidas tem levado a uma redução da inadimplência nos últimos meses. Em setembro, o recuo foi de 0,8% na comparação com agosto, quando houve retração de 0,2% sobre julho.

Por outro lado, a recessão econômica, a inflação próxima ao teto da meta e o encarecimento do crédito levaram a um aumento expressivo da quantidade de pessoas com dívidas atrasadas na comparação com 2013.

A alta da inadimplência foi de 19,6% em setembro ante igual mês de 2013. Este é o cenário traçado pelos economistas da Serasa Experian com base no Indicador de Inadimplência do Consumidor de setembro.

Entre os movimentos que contribuíram para a queda de 0,8% na margem, a Serasa destaca a diminuição de 3,1% na quantidade de dívidas não bancárias - com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, por exemplo.

Por outro lado, houve alta de 0,8% nas dívidas com os bancos e de 16,7% no número de títulos protestados. A quantidade de cheques sem fundos teve leve aumento, de 0,4%.

Ainda segundo a Serasa Experian, o valor médio das dívidas com os bancos caiu 4,8% no acumulado dos nove meses de 2014 sobre mesmo período de 2013, para R$ 1.265,75.

Já o valor das dívidas não bancárias subiu 15,1%, para R$ 363,46; dos cheques sem fundos cresceu 5,3%, para R$ 1.729,98; e dos títulos protestados aumentou 4,4%, para R$ 1.443,92.

Acompanhe tudo sobre:Empresasempresas-de-tecnologiaConsumidoresSerasa ExperianExperianInadimplência

Mais de Economia

WEG vai começar a vender produtos para PMEs da Alemanha após acordos

Classe média sofrerá efeito 'inédito' com IA, dizem vencedores do Nobel de Economia

Brasil está atrasado em automação por causa de juros altos, diz presidente da Abimaq

Por que 'robôs-borboleta' podem mudar o futuro da indústria