IBC-BR: ao excluir o setor agropecuário, o indicador registrou alta de 0,9% no mês (Cesar Okada/Getty Images)
Repórter
Publicado em 16 de março de 2026 às 09h16.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB do Brasil, subiu 0,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal.
O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central (BC).
O desempenho foi puxado principalmente pelo setor de serviços, que avançou 0,8% no mês. A indústria registrou alta de 0,4%, enquanto os impostos cresceram 0,5%. Já a agropecuária recuou 1,5% no período.
Ao excluir o setor agropecuário, o indicador registrou alta de 0,9% no mês.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br avançou 1,0%. No acumulado de 12 meses, o indicador apresenta alta de 2,3%.
No trimestre encerrado em janeiro de 2026 ante o trimestre finalizado em outubro de 2025, o índice registrou crescimento de 0,8%.
Conhecido como uma espécie de “prévia do BC” para o PIB, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.
Publicado desde março de 2010, o indicador tem o objetivo, segundo o BC, de mensurar a evolução da atividade econômica do país e “contribuir para a elaboração de estratégia de política monetária”.
Na prática, o índice também é acompanhado pelos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) para avaliar o ritmo da economia brasileira e como a taxa Selic influencia a dinâmica de crescimento.
Apesar de frequentemente comparado ao PIB, o próprio Banco Central ressalta que existem diferenças conceituais, metodológicas e de frequência entre os dois indicadores.