Hillary Clinton quer “derrubar” o 1% mais rico, diz NYT

Reportagem do New York Times diz que Hillary vai abraçar lado populista do partido em sua campanha que acaba de começar

São Paulo – Olhando para um gráfico com o aumento meteórico da renda no topo da pirâmide americana, Hillary Clinton disse que a economia requeria “derrubar” o 1% mais rico.

O relato está em uma reportagem do New York Times publicada nesta terça-feira e vem de pessoas próximas da candidata.

“O jogo está arranjado a favor deles”, diz Clinton em relação aos ricos e poderosos, “e meu trabalho é misturar as cartas”.

Pouco mais de uma semana após Hillary Clinton lançar oficialmente sua campanha pelas primárias do Partido Democrata, esquentou a discussão sobre qual será seu estilo e suas políticas – especialmente econômicas.

Disputa interna

Um dos pontos centrais e foco da matéria do NYT é a relação entre Hillary e o lado “populista” do partido, representado pela senadora Elizabeth Warren, famosa por ataques aos excessos do sistema financeiro.

Na edição da TIME com as pessoas mais influentes do mundo publicada recentemente, é Clinton quem assina o texto sobre Warren, que “luta tanto para os outros partilharem do sonho americano porque é algo que ela mesma viveu”. A senadora nega que vá se candidatar. 

Hillary também entrou na lista, com texto assinado por Laurene Powell Jobs, fundadora do Emerson Collective, entidade de apoio a empreendedores e organizações sociais.

De acordo com a reportagem do NYT, Clinton vai abraçar algumas políticas como aumento do salário mínimo e revisão do código de impostos mas sinalizando que isto está alinhado com sua trajetória política e não é mero oportunismo.

Estudos

Nos Estados Unidos, um trabalho mostrou que a expectativa de vida dos mais ricos está crescendo muito mais rápido que a dos mais pobres.

Outro estudo mostra que o 1% não é tão estático assim: 1 em cada 9 americanos fará parte dele em algum momento, diz outro estudo.

Mas não é só nos EUA que está ocorrendo um avanço grande da desigualdade. De acordo com a Oxfam, o o 1% mais rico pode ter já em 2016 uma riqueza maior do que o resto dos 99% combinados.

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