Economia

Haddad confirma saída do ministério da Fazenda em fevereiro

Ministro também afirmou, em entrevista ao portal Metrópoles, que não pretende concorrer em 2026

Haddad: ministro deve deixar governo Lula em fevereiro (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Haddad: ministro deve deixar governo Lula em fevereiro (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 12h52.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 29, que deixará o comando do Ministério da Fazenda em fevereiro. A informação foi dada em entrevista concedida na sede da pasta, em Brasília, ao Metrópoles. Ele ocupa o cargo desde janeiro de 2023, início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Haddad, a data será decidida por Lula. "A mesma coisa vale para quem vai ficar no meu lugar. Isso é papel do presidente anunciar e não eu antecipar uma decisão que ele tomou. A gente conversou já sobre o assunto", afirmou.

Entre os cotados está o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan. Haddad elogiou o perfil técnico do subordinado, que é próximo de Lula e do núcleo político do governo.

“Ele ter passado pelo mercado é ponto para o Dario. Significa que ele traz para o setor público um conhecimento também de como funcionam os setores relevantes da economia mundial. E ele tem um conhecimento realmente abrangente, é uma pessoa de formação muito sólida”, disse o ministro. Haddad também destacou que outras lideranças do PT podem ser consideradas.

Candidatura em SP

Haddad também afirmou que não pretende concorrer em 2026. Segundo o ministro, uma candidatura só é viável quando parte da iniciativa do próprio postulante, o que não é seu caso. “A candidatura forte começa pela vontade do candidato”, declarou.

Ele tem informado que sua saída se deve ao desejo de atuar na campanha pela reeleição de Lula, e não para disputar um cargo eletivo.

Juros e Banco Central

Para o ministro, a definição da taxa básica de juros cabe ao Banco Central. “É papel do Banco Central fazer conta. A taxa de juros que vai começar a cair está em um patamar incompatível com a estabilidade da dívida”, disse em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles.

A Selic está em 15% ao ano. O índice foi mantido pelo Copom na reunião de quarta-feira, 28, com indicação de possível corte em março.

O ministro celebrou o sinal dado pela autoridade monetária e disse que a continuidade da flexibilização dependerá da manutenção do esforço fiscal. “Isso vai permitir que o ciclo de cortes de juros tenha continuidade até que chegue a um patamar adequado”, afirmou.

Haddad também comentou a composição da diretoria do BC e disse que Lula ainda avalia nomes para preencher vagas abertas. Segundo o ministro, o presidente costuma ouvir economistas e representantes do mercado antes de definir indicações.

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