Economia

Sem acordo com credores, Grécia pode fazer referendo

Caso as negociações não deem certo, ministro grego afirmou que o país poderá fazer uma consulta popular para definir os rumos da economia


	Bandeiras da Grécia (D) e da União Europeia: Caso as negociações não deem certo, ministro grego afirmou que o país poderá fazer uma consulta popular para definir os rumos da economia
 (Yves Herman/Reuters)

Bandeiras da Grécia (D) e da União Europeia: Caso as negociações não deem certo, ministro grego afirmou que o país poderá fazer uma consulta popular para definir os rumos da economia (Yves Herman/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 20 de junho de 2015 às 13h02.

O ministro grego responsável pela coordenação do trabalho governamental, Alekis Flaburaris, disse hoje (20) que seu governo irá à reunião de cúpula europeia, na segunda-feira (22), com o objetivo de chegar a um acordo com as instituições. Caso as negociações não deem certo, ele acrescentou que o país poderá fazer uma consulta popular para definir os rumos da economia do país.

“A reunião é positiva. É nesse contexto que procuramos levar a discussão ao nível mais alto”, disse Flaburaris em entrevista a uma emissora de televisão grega. Segundo o ministro, o acordo pode não sair logo, mas isso não significará a saída do país da zona do euro.

O ministro destacou que o governo grego está preparando uma nova proposta. Ele adiantou que, na tarde deste sábado (20), o primeiro-ministro Alexis Tsipras deve ligar para o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, para acertar detalhes e preparar o encontro.

O governante reiterou que o pacto entre a Grécia e as instituições internacionais – CE, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional – deve incluir necessariamente a restruturação da dívida e a flexibilização fiscal. Caso as negociações não cheguem a um acerto, Flaburari disse que o primeiro-ministro deverá consultar o povo grego em um referendo.

O ministro grego ressaltou que sempre haverá espaço para acordo e declarou que uma possível saída da Grécia custará mais aos europeus do que aos gregos, porque os gregos já aprenderam a viver em condições difíceis.

Alexis Tsipras chega hoje a Atenas depois de uma viagem de dois dias a São Petersburgo, na Rússia, onde participou de um fórum econômico.

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