A eventual nomeação de Guilherme Mello visa preencher uma das duas diretorias que estão sem titulares definitivos desde o encerramento de 2025 (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Redação Exame
Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 14h38.
Última atualização em 31 de janeiro de 2026 às 14h40.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicação de Guilherme Mello para assumir uma cadeira na diretoria do Banco Central neste sábado, 31.
A informação foi inicialmente divulgada pela Bloomberg e confirmada pelo Globo. O economista, que atualmente chefia a Secretaria de Política Econômica (SPE), é visto como um nome de extrema confiança técnica da equipe econômica. A conversa entre o ministro e o presidente ocorreu em Brasília.
A eventual nomeação de Guilherme Mello visa preencher uma das duas diretorias que estão sem titulares definitivos desde o encerramento de 2025. O foco principal seria a Diretoria de Política Econômica, setor responsável por formular os cenários que guiam as decisões sobre a taxa de juros no Brasil.
A movimentação repete o modelo bem-sucedido de Gabriel Galípolo, que também deixou o Ministério da Fazenda para integrar o alto escalão do board monetário.
Nos bastidores da capital, a escolha é interpretada como um esforço para alinhar a política fiscal com a política monetária. Guilherme Mello consolidou-se como peça-chave no desenho das projeções de inflação e crescimento que fundamentam as propostas do governo. Caso a indicação avance no Planalto, o secretário precisará passar por uma sabatina técnica na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal antes da aprovação final.
Com 42 anos, o economista possui formação pela Unicamp e especialização em macroeconomia e política fiscal. Antes de assumir a SPE, ele participou ativamente da formulação do programa econômico governamental, e ganhou destaque pela precisão em projeções recentes.
O ministro Fernando Haddad elogiou publicamente o desempenho do auxiliar, e reforçou que o perfil acadêmico de Mello facilita o diálogo técnico necessário dentro do Banco Central.
Atualmente, duas diretorias operam sob regime de interinidade na autoridade monetária, o que pressiona o governo por definições rápidas. Além da área de Política Econômica, a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro também aguarda um novo titular. A consolidação de nomes técnicos em postos-chave é monitorada de perto pelo mercado financeiro, que busca sinais de previsibilidade na condução da política de juros e na estabilidade do sistema bancário nacional.