Governo quer convencer Senado sobre modelo de privatização da Eletrobras

As bancadas das Regiões Norte e Nordeste têm mostrado forte oposição à iniciativa em seus moldes atuais e a proposta pode enfrentar resistência

O governo vai se colocar à disposição do Senado para esclarecer questionamentos a respeito do atual modelo proposto para a privatização da Eletrobras assim que o Congresso voltar do recesso, afirmou à Reuters nesta sexta-feira o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Um projeto de lei com a proposta de desestatização foi enviado pelo Poder Executivo ao Congresso no início de novembro, mas ainda não começou a tramitar na Câmara, onde aguarda despacho do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) afirmou que as bancadas das Regiões Norte e Nordeste têm mostrado forte oposição à iniciativa em seus moldes atuais e afirmou que a matéria não seria aprovada na Casa se o governo não construísse uma nova modelagem.

"A nossa estratégia é continuar esclarecendo, já fizemos esse trabalho intenso com boa parte das lideranças na Câmara dos Deputados, já tive também uma reunião com o presidente do Senado Davi Alcolumbre, no final do ano passado, tratando do assunto Eletrobras, e colocando à disposição dele o ministério, o governo como um todo", afirmou Albuquerque.

No final de dezembro, a Reuters publicou que o governo ainda não trabalhava com a hipótese de um plano B para a privatização, mesmo após as declarações de Alcolumbre, com informação de fontes próximas do assunto.

Nesta sexta-feira, Albuquerque frisou que o governo se colocará à disposição do Senado para prestar os esclarecimentos necessários "tão logo o Congresso volte" do recesso.

A proposta do governo Jair Bolsonaro prevê capitalizar a companhia por meio da emissão de novas ações, em operação que diluiria a participação do governo na empresa a uma posição minoritária.

A Eletrobras então usaria os recursos levantados com a transação, estimados em cerca de 16 bilhões de reais, para pagar ao Tesouro um bônus em troca da assinatura de novos contratos de concessão para suas hidrelétricas, com maior prazo e condições mais favoráveis.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 1,90

Nos três primeiros meses,
após este período: R$ 15,90

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Atenção! A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos uma tiragem mensal. Clique aqui para saber mais detalhes.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.