Economia

Governo lança 'Boi Guardião' contra o desmatamento

O Programa Boi Guardião, lançado hoje pelo Ministério da Agricultura e pelo governo do Estado do Pará, será peça fundamental para que o País atinja o "desmatamento zero" nas zonas de pecuária. A avaliação foi feita pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista à imprensa em Marabá (Pará). "Efetivamente, o Boi Guardião vai nos […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h46.

O Programa Boi Guardião, lançado hoje pelo Ministério da Agricultura e pelo governo do Estado do Pará, será peça fundamental para que o País atinja o "desmatamento zero" nas zonas de pecuária. A avaliação foi feita pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista à imprensa em Marabá (Pará). "Efetivamente, o Boi Guardião vai nos levar ao desmatamento zero", declarou.

Stephanes assinou um acordo com representantes de supermercados, de frigoríficos, do governo do Pará e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em que todos se comprometem a fazer sua parte em prol do programa. O Boi Guardião é um sistema de georreferenciamento das propriedades produtoras de gado, que visa o fim do desmatamento ilegal na atividade pecuária. "O maior mérito do programa é que todos o construíram junto", disse.

Stephanes afirmou que o Boi Guardião livrará o País também de fraudes na pecuária. Ele criticou a expressão "boi pirata", usada pelo colega Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, para definir o gado criado em parques nacionais. "Sempre critiquei a posição policial, essa denominação do boi pirata", disse Stephanes.

Pelo programa, a propriedade que for apontada como fonte de desmatamento ilegal não receberá a Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica para seu rebanho. O documento é uma espécie de passaporte do gado, que identifica os locais por onde os animais passaram. "Sem a GTA eletrônica, a pessoa ficará fora do mercado", alertou o ministro da Agricultura.

Segundo Stephanes, há razões econômicas e emblemáticas para que os pecuaristas passem a produzir de acordo com a lei e preservando o meio ambiente. Ele citou a exigência de rastreabilidade da carne já feita hoje por países da União Europeia. "Logo, outros países seguirão esse modelo, e até os brasileiros vão querer saber a origem da carne", previu. Por isso, segundo Stephanes, haverá benefício econômico para quem seguir o programa do governo. "Servirá para quem quer atender ao mercado de hoje e do futuro."

O ministro relembrou que a densidade por área, na pecuária brasileira, é baixa, inferior a uma cabeça por hectare. Por isso, de acordo com ele, é possível dobrar a produção de carne no País sem que haja aumento da área. "Hoje, temos 200 milhões de hectares à disposição da pecuária. Então, temos que investir para aumentar a produtividade."

Outro ponto positivo apontado no programa por Stephanes é a questão emblemática. "Isso é importante, pois, afinal, a Floresta Amazônica virou um emblema mundial", disse. Ele afirmou, no entanto, que as questões relativas à floresta são assunto do Brasil e que cabe ao próprio País e aos brasileiros cuidar desse tema. "Os brasileiros sabem cuidar muito bem de seu País", afirmou. (A jornalista viajou a Marabá a convite do Ministério da Agricultura)

 

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