Economia

Gabriel Galípolo confirma ida à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira

Ida do presidente do Banco Central ocorre durante a fase final da CPI

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 7 de abril de 2026 às 14h59.

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou, nesta terça-feira, 7, que participará da CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira, em um momento em que a comissão tenta manter a agenda de depoimentos e ampliar a atividade na fase final dos trabalhos.

A ida ocorre às vésperas do encerramento da CPI, previsto para o próximo dia 14, em meio a sinais de esvaziamento das oitivas.

A presença foi anunciada pelo senador Fabiano Contarato e também validada pela assessoria do chefe da autoridade monetária. "O presidente do Banco Central confirmou presença na manhã desta terça-feira", afirmou.

Galípolo foi convidado a prestar esclarecimentos, o que torna sua participação opcional, diferentemente de outros depoentes convocados pela comissão.

O requerimento aprovado, apresentado pelo senador Eduardo Girão, delimita o foco da oitiva ao relacionar o depoimento ao caso envolvendo o Banco Master. O texto cita a participação de Galípolo em reunião realizada no Palácio do Planalto, em novembro de 2024, com a presença de investigados. “O Sr. Gabriel Galípolo (…) esteve presente em reunião realizada em novembro de 2024 (…) com a participação (…) de Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master

Segundo o documento, o encontro “suscita questionamentos legítimos” e a CPI pretende esclarecer “a finalidade institucional da reunião” e possíveis impactos no âmbito regulatório.

Na mesma sessão, está prevista a oitiva do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que foi convocado — condição que, em tese, obriga o comparecimento. Nos bastidores, a expectativa é de ausência, diante de precedentes em que o ex-dirigente recorreu ao Supremo Tribunal Federal e obteve decisões que garantiram o direito de não comparecer.

Reta final da CPI

A confirmação da presença de Galípolo ocorre na última semana de funcionamento da comissão, que ainda depende de definição sobre eventual prorrogação.

O relator, Alessandro Vieira, busca uma solução junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com reunião prevista para esta terça-feira. No entorno da presidência da Casa, a avaliação é de baixa probabilidade de extensão dos trabalhos, em função do calendário eleitoral e da resistência à manutenção de CPIs neste período.

A fase final tem registrado redução na participação de depoentes, após decisões do Supremo Tribunal Federal que têm convertido convocações em convites e assegurado o direito de ausência ou de silêncio. Nesta terça-feira, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à comissão.

Nesse cenário, a presença de Galípolo é tratada por integrantes da CPI como um elemento para sustentar a agenda de depoimentos nos últimos dias de funcionamento.

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