Economia

G20 apoia reforma de tributação de empresas multinacionais

Grupo de principais economias lançou um plano de ação elaborado pela OCDE que disse que o sistema atual não funciona


	O ministro das Finanças britânico George Osborne: "As pessoas e as empresas têm de pagar os impostos que são devidos. É a única maneira de operar em uma sociedade justa e competitiva"
 (Getty Images)

O ministro das Finanças britânico George Osborne: "As pessoas e as empresas têm de pagar os impostos que são devidos. É a única maneira de operar em uma sociedade justa e competitiva" (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de julho de 2013 às 14h10.

Londres e Moscou - O G20 apoiou uma reavaliação "fundamental" das regras de tributação de empresas multinacionais na sexta-feira, tendo como objetivo atacar as brechas utilizadas por empresas como Apple e Google para evitar bilhões de dólares em impostos.

O grupo de principais economias lançou um plano de ação elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE), que disse que o sistema atual não funciona, especialmente quando se trata de tributar empresas que vendem pela internet.

"É um grande avanço e é o cerne do contrato social", disse o ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, em entrevista à imprensa, enquanto ocorria uma reunião dos ministros das finanças do grupo de 20 países em Moscou.

"As pessoas e as empresas têm de pagar os impostos que são devidos. É a única maneira de operar em uma sociedade justa e competitiva", acrescentou o ministro das Finanças britânico, George Osborne.

Grandes déficits orçamentários e insatisfação pública sobre as estruturas projetadas pelas companhias para canalizar os lucros em paraísos fiscais estimularam os governos a agir.

Google, Apple e outros dizem que seguem a lei onde quer que operam e pagam o imposto devido, mas também têm o dever com os acionistas de organizar seus negócios de uma forma fiscalmente eficiente.

Pascal Saint-Amans, diretor do Centro de Política Tributária da OCDE, disse que as regras existentes, que datam da Liga das Nações em 1930, levaram a uma "era de ouro" de evasão fiscal.

A OCDE identificou uma série de lacunas amplamente utilizadas pelas empresas de tecnologia, de produtos farmacêuticos e de consumo, e Saint-Amans disse que o sucesso do projeto poderia ser medido por aumentos nas taxas de imposto efetivas que as empresas pagam.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasG20ImpostosLeão

Mais de Economia

Durigan diz que Lei da Reciprocidade pode ser discutida novamente se tarifaço dos EUA for confirmado

Inflação da Argentina desacelera em junho, representando uma vitória para Milei

Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Empresários de Brasil e EUA propõem acordo em duas etapas para evitar tarifaço