Espanha terá novo plano para ajustar meta de déficit

Governo reduzirá previsões econômicas para níveis "muito próximos" aos previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Comissão Europeia, disse fonte

Paris - A Espanha vai anunciar um novo plano orçamentário para os próximos anos nesta sexta-feira, com previsões econômicas revisadas e um programa atualizado de reformas, na tentativa de alcançar a meta de déficit orçamentário de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em até dois anos, informaram nesta segunda-feira autoridades do país.

O governo vai reduzir suas previsões econômicas para níveis "muito próximos" aos previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Comissão Europeia, disse uma fonte à Market News International.

O FMI prevê que a economia espanhola encolherá 1,6% este ano e crescerá 0,7% em 2014. Já a Comissão Europeia projetou contração de 1,4% em 2013 e crescimento de 0,8% no ano que vem. A previsão oficial do governo espanhol é de recuo de 0,5% no PIB este ano e crescimento de 1,2% em 2014.

O programa de reformas da Espanha visa convencer a Comissão de que o país tomou "ações eficazes" para combater os déficits e que tem um plano de reformas para impulsionar o crescimento no futuro. Assim, a Espanha negocia elevar a meta de déficit para 6% do PIB este ano, de 4,5%, e ter o prazo de pelo menos dois anos para chegar à meta de 3%, segundo autoridades.

O programa de reformas vai incluir mudanças no sistema de pensão do país, assim como a criação de uma autoridade fiscal independente para monitorar o Orçamento, mas não incluirá novas medidas significativas de austeridade, segundo uma fonte.

Dados da Eurostat divulgados hoje mostram que o déficit de 2012 da Espanha, incluindo bilhões de euros gastos na reestruturação do seu setor bancário, subiu para 10,6%, o mais alto da União Europeia. Excluindo o resgate aos bancos, o déficit foi de 7,1%, ainda bem acima da meta de 6,3%.

Analistas afirmam que as metas atuais de déficit de 4,5% em 2013 e 2,8% em 2014 estão completamente fora do alcance do país e que a Comissão deve adiá-las, mas ainda não se sabe o quanto. As informações são da Market News International.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.