Economia

Espanha suprime 24 empresas públicas e 9 fundações

As medidas estão no plano de reestruturação e racionalização do setor público empresarial aprovado pelo governo espanhol nesta sexta

A vice-presidente calculou que apenas com o desaparecimento dos 154 conselheiros das empresas, o Estado economizará mais de um milhão de euros por ano (Javier Soriano/AFP)

A vice-presidente calculou que apenas com o desaparecimento dos 154 conselheiros das empresas, o Estado economizará mais de um milhão de euros por ano (Javier Soriano/AFP)

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Da Redação

Publicado em 16 de março de 2012 às 14h05.

Madri - O governo espanhol aprovou nesta sexta-feira um plano de reestruturação e racionalização do setor público empresarial pelo qual foram eliminadas 24 sociedades mercantis estatais e nove fundações, com o objetivo de reduzir o gasto público.

A vice-presidente do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, explicou, em entrevista coletiva que as empresas públicas que fecharão são 17% do total e todas são de âmbito estatal, já que as comunidades autônomas têm a incumbência de tomar medidas similares a esse nível.

Soraya disse que com esta medida se trata de 'pôr a casa em ordem' e acrescentou que com ela se complementam outras medidas aprovadas anteriormente pelo governo como a limitação das indenizações quando os diretores do setor público cessam sua atividade, a limitação de conselheiros e a retribuição de presidentes e pessoal de diretoria.

A vice-presidente calculou que apenas o desaparecimento dos 154 conselheiros das empresas eliminadas, o Estado economizará mais de um milhão de euros por ano, mas ela não deu um número da economia total.

O plano do governo também inclui retirar o investimento em oito sociedades (6% do total), agilizar o desinvestimento em outras e vender a participação do estado em outros casos, de modo que um total de 80 empresas serão afetadas.

O governo conservador de Mariano Rajoy deve cortar este ano 32 bilhões de euros (US$ 42 bilhões) para conseguir reduzir o déficit público de 8,5% do PIB com que fechou 2011 para 5,3% marcado pela União Europeia. 

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