Economia

Educação pesará no IPCA-15 de fevereiro, diz FGV

A prévia da inflação oficial será divulgada nesta sexta, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


	Mulher comprando material escolar: o efeito sazonal da educação já é esperado, segundo Quadros, devido ao período de matrículas
 (Divulgação/MundoMarketing)

Mulher comprando material escolar: o efeito sazonal da educação já é esperado, segundo Quadros, devido ao período de matrículas (Divulgação/MundoMarketing)

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Da Redação

Publicado em 19 de fevereiro de 2014 às 15h33.

Rio - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de fevereiro deve vir pressionado por itens relacionados à educação, por passagens aéreas e pelo custo com empregados domésticos, prevê o superintendente adjunto de inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

A prévia da inflação oficial será divulgada nesta sexta, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O efeito sazonal da educação já é esperado, segundo Quadros, devido ao período de matrículas. Esses aumentos ainda não foram captados no IPCA fechado de janeiro, destacou o superintendente.

Outro destaque deve ser as passagens aéreas. "A minha expectativa é como o índice vai retratar (as passagens). Tenho a impressão de que a taxa será positiva, mas quero saber com que intensidade", disse Quadros.

Segundo ele, a proximidade com o carnaval pode determinar uma forte aceleração das passagens, que recuaram 16,32% no IPCA-15 de janeiro, pois o IBGE capta os preços de bilhetes para embarque dali 30 dias.

Além disso, o superintendente afirmou que esse dado será importante para calibrar as expectativas do IPCA fechado deste mês, já que esse item pouco muda de comportamento entre a prévia e o resultado final.

No IPCA de janeiro, as passagens tiveram queda de 15,88%, sendo uma importante contribuição para a desaceleração da taxa ao lado da alimentação.

Por fim, Quadros avalia que o aumento do custo com empregados domésticos pode ser um fator a mais para impulsionar o IPCA-15. A alta se dá na esteira do reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 678 para R$ 724 no primeiro dia de 2014.

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