Economia

Economia da Argentina cresce 1,9% em janeiro dentro das expectativas

Desempenho no início do ano foi impulsionado pelo setor agrícola, enquanto segmentos como varejo e indústria apresentaram retração no período

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 26 de março de 2026 às 19h05.

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A economia da Argentina registrou leve expansão em janeiro, após um trimestre com desempenho abaixo das projeções para o governo do presidente Javier Milei.

A atividade econômica avançou 0,4% na comparação com dezembro, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira. Na comparação anual, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9%, em linha com a mediana das estimativas de economistas consultados pela Bloomberg.

O desempenho no início do ano foi impulsionado pelo setor agrícola, enquanto segmentos como varejo e indústria apresentaram retração no período.

A inflação mensal, que o governo busca reduzir para abaixo de 1% ao longo do ano, permaneceu próxima de 3% em fevereiro. O indicador não registra desaceleração desde maio, apesar de se manter abaixo dos níveis observados no início da gestão. No cenário político, a taxa de aprovação de Milei atingiu 36%, o menor nível desde o início do mandato, segundo levantamento LatAm Pulse, conduzido pela AtlasIntel para a Bloomberg News.

No quarto trimestre, a economia argentina avançou 0,6% em relação ao trimestre anterior, resultado inferior às projeções do mercado. Na comparação anual, a expansão foi de 2,1%. As exportações lideraram o crescimento, seguidas pelo consumo privado, enquanto os gastos públicos e os investimentos de capital registraram retração.

Projeções de crescimento para 2026

A taxa de desemprego alcançou 7,5% no quarto trimestre, o maior nível para o período desde o início da pandemia de Covid-19.

Projeções de economistas indicam crescimento de 3,4% para a economia argentina em 2026, com estimativa de inflação em 26%, segundo pesquisa divulgada pelo Banco Central em fevereiro.

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