A página inicial está de cara nova Experimentar close button

Dólar sobe mais de 1% com preocupações fiscais e políticas

Às 9h07, o dólar avançava 0,93%, a 3,5512 reais na venda, após recuar quase 1,5% e voltar a se aproximar de 3,50 reais na sessão passada

São Paulo - São Paulo - O dólar avançava quase 1,5% ante o real nesta segunda-feira, reagindo a temores de que a campanha pelo reequilíbrio das contas públicas brasileiras sofra mais um impasse após notícias sugerirem que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, teria aventado um pacto contra a operação Lava Jato.

Às 10:08, o dólar avançava 1,37%, a 3,5668 reais na venda, após atingir 3,5720 reais na máxima desta sessão. A moeda norte-americana havia recuado quase 1,5% na sexta-feira e se aproximado novamente de 3,50 reais.

O dólar futuro subia por volta de 1,3%.

"A política continua falando mais alto do que a economia. A oposição vai cair matando no Congresso e existe a possibilidade concreta de (Jucá) ser afastado", disse o operador da corretora Ativa Arlindo Sá.

"Perder um soldado já na largada seria muito ruim para a credibilidade desse governo, ainda mais por acusações de obstrução de Justiça", acrescentou.

O ministro sugeriu em conversas gravadas de forma oculta com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em março, que uma mudança no governo federal resultaria em pacto para "estancar a sangria" da operação Lava Jato, que investiga ambos, informou o jornal Folha de S.Paulo.

Nesta manhã, Jucá negou em entrevista à rádio CBN que tenha sugerido um acordo para deter o progresso das investigações de corrupção.

Jucá é um dos principal interlocutores do governo do presidente interino Michel Temer com o Congresso e está encarregado de buscar apoio a medidas dolorosas para reduzir gastos e aumentar impostos.

Está marcada para esta tarde votação na Comissão Mista do Orçamento a nova projeção de déficit primário deste ano, no primeiro desafio político no Congresso Nacional do governo interino de Michel Temer.

Na note de sexta-feira passada, o governo anunciou que pedirá ao Congresso autorização para fechar 2016 com déficit primário recorde de 170,5 bilhões de reais. A proposta inclui o desbloqueio de 21,2 bilhões de reais em contingenciamentos anunciados na gestão da presidente Dilma Rousseff.

Embora o número fosse em certa medida esperado pelo mercado, alguns operadores se decepcionaram com a falta de anúncio de medidas concretas para reduzir o rombo.

"O novo governo Temer precisa alcançar um equilíbrio delicado, anunciando novas medidas e ao mesmo tempo assegurando apoio no Congresso", escreveram analistas do banco JPMorgan em nota a clientes. "O governo precisa demonstrar progresso constante ou corre o risco de frustrar as expectativas".

O governo brasileiro pretende realizar uma série de encontros com investidores para dar publicidade a um amplo plano de venda de ativos, disseram uma autoridade sênior e pessoas familiarizadas com o tema à Reuters.

O Banco Central ainda não anunciou para esta sessão qualquer intervenção cambial, mantendo-se ausente do mercado pela terceira sessão seguida.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também