Diretor da Caixa é encontrado morto na sede do banco em Brasília

O diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa Econômica Federal, Sérgio Ricardo Faustino Batista, foi encontrado morto ao lado da sede do banco, em Brasília
Caixa Econômica Federal (Eduardo Frazão/Exame)
Caixa Econômica Federal (Eduardo Frazão/Exame)
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Da Redação

Publicado em 20/07/2022 às 08:48.

Última atualização em 20/07/2022 às 14:29.

O diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa Econômica Federal, Sérgio Ricardo Faustino Batista, foi encontrado morto na sede do banco, em Brasília, segundo informou inicialmente a colunista Andréia Sadi, do portal G1.

O executivo foi encontrado do lado externo da sede do banco, no Setor Bancário Sul, em Brasília.

A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou, nesta quarta-feira, 20, que investiga o caso. A investigação trabalha com a hipótese preliminar de suicídio.

Em nota, a Caixa lamentou a morte e afirmou que "manifesta profundo pesar pelo falecimento do empregado Sérgio Ricardo Faustino Batista". "Nossos sinceros sentimentos aos amigos e familiares, aos quais estamos prestando total apoio e acolhimento. O banco contribui com as apurações para confirmar as causas do ocorrido", diz o texto.

Batista assumiu a diretoria de controles internos da Caixa por processo seletivo em março de 2022. De acordo com o site do banco, Batista era natural de Teresina (PI) e ingressou na instituição em 1989, por aprovação em concurso público. Ele fez curso de graduação em Economia na Universidade Católica de Brasília, com conclusão em 1999.

Antes de se tornar diretor, Batista foi um dos assessores estratégicos do ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães. O ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, deixou o cargo em meio a denúncias de assédio moral e sexual. O executivo e sua defesa alegam que as acusações não são verdadeiras.

Com a saída de Guimarães e as reestruturações internas na Caixa, a diretoria comandada por Sérgio Ricardo, parte da Corregedoria da instituição, passou a ficar vinculada ao Conselho de Administração, e não mais à Presidência. A Caixa afirmou na ocasião que as trocas buscavam reforçar a autonomia da Corregedoria.