Economia

Diminuem desigualdades entre negros e não negros no trabalho

Embora os trabalhadores negros ainda tenham salários mais baixos, as diferenças na participação no mercado de trabalho estão diminuindo


	Professora negra: enquanto o desemprego atinge os negros em 12,2%, a taxa entre os não negros é de 9,6%
 (Flickr/Creative Commons)

Professora negra: enquanto o desemprego atinge os negros em 12,2%, a taxa entre os não negros é de 9,6% (Flickr/Creative Commons)

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Da Redação

Publicado em 13 de novembro de 2012 às 11h06.

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São Paulo - Embora os trabalhadores negros ainda tenham, na média, salários mais baixos do que os da população não negra, as diferenças, tanto de rendimento quanto de participação no mercado de trabalho, estão diminuindo, segundo levantamento apresentado hoje (13) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

O estudo foi feito com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da própria fundação e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Em 2011 o rendimento dos negros correspondia a 61% do valor recebido pelos brancos, nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Em 2002, essa proporção era inferior, 54,6%. Enquanto os negros ganhavam, em 2011, o valor médio de R$ 6,28 por hora, os não negros recebiam R$ 10,30.

A diferença entre as taxas de desemprego de negros e não negros diminuiu nos últimos anos, embora a do primeiro segmento ainda supere a do segundo, em 2011 (12,2% e 9,6%, respectivamente). Essa diferença, de 2,6 pontos percentuais, correspondia a 7,2 pontos percentuais, em 2002.

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