Desemprego deve subir — e isso pode prejudicar campanha de Temer

ÀS SETE - Historicamente, as taxas de desemprego elevadas tendem a favorecer candidatos de esquerda, o que minaria o objetivo de Temer se reeleger

A taxa de desemprego do país no trimestre encerrado em fevereiro deve mostrar uma nova alta nos dados que serão apresentados nesta quinta-feira.

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A expectativa é que o desemprego, medido pela Pnad Contínua, tenha chegado a 12,5% da população, ante os 12,2% do trimestre até janeiro. Em janeiro a Pnad teve a primeira alta do índice em nove meses. Nesta quinta-feira deve vir a segunda.

A alta do desemprego é comum entre os meses de janeiro e março, com a desmobilização de pessoas contratadas no fim de ano. O problema é que a alta de janeiro veio maior do que a esperada por economistas. Se isso se repetir em fevereiro, a situação se complica justamente em um período decisivo para o governo.

Reduzir o desemprego é essencial para os planos do atual governo de se manter no poder. Segundo os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve deixar o cargo na próxima semana para tentar se viabilizar como candidato pelo MDB, compondo uma eventual chapa com Michel Temer ou até com uma candidatura própria à Presidência.

Historicamente, taxas de desemprego elevadas tendem a favorecer candidatos de esquerda, assim como inflação elevada e descontrole econômico jogam a favor de candidatos de direita. Em 2002, quando Lula foi eleito, a taxa de desemprego era de 12,6%.

Naquele ano, o desemprego foi decisivo para o processo eleitoral e Lula levou o pleito com uma plataforma que prometia gerar 10 milhões de empregos.

Mais do que a taxa, o que importa é a trajetória, e o sentimento de que a situação está melhorando. Por isso, para as pretensões eleitorais do governo e até de aliados como o PSDB, fazer o desemprego cair é essencial.

Falar da regra do teto, da reforma da Taxa de Juros de Longo Prazo e da reforma trabalhista não deve ajudar a convencer a população.

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