Dados dos EUA apontam para força econômica mais fraca

Consumidores aumentaram os gastos apenas modestamente no mês passado, segundo o Departamento de Comércio

Washington - Os consumidores norte-americanos aumentaram os gastos apenas modestamente no mês passado e o indicador da atividade empresarial do Meio-Oeste caiu fortemente em abril, sugerindo que a economia entrou no segundo trimestre com menos vapor.

O Departamento de Comércio informou nesta segunda-feira que os gastos dos consumidores subiram 0,3 por cento no mês passado, pouco abaixo da mediana das previsões da pesquisa da Reuters.

Levando-se em conta a inflação, que tem sido alimentada nos últimos meses pelos altos preços da gasolina, os gastos tiveram uma leve alta, avançando apenas 0,1 por cento.

"O número sobre gastos é uma indicação de que os preços mais elevados da gasolina que vimos no mês passado estão influenciando", disse o diretor administrativo do Black Bay Group em Nova York, Todd Schoenberger.

O relatório do Departamento de Comércio mostrou também que a renda do consumidor subiu 0,4 por cento no mês passado. Analistas esperavam um ganho de 0,3 por cento.

O crescimento econômico dos Estados Unidos esfriou no primeiro trimestre, na medida em que empresários cortaram investimentos e reabasteceram os estoques num ritmo mais devagar.

A economia cresceu a um ritmo anual de 2,2 por cento nos primeiros três meses do ano, segundo dados divulgados na sexta-feira, uma desaceleração da taxa do quarto trimestre de 3,0 por cento.

Os gastos dos consumidores mais fortes durante o trimestre amorteceram a queda, mas os dados desta segunda-feira sugerem que os consumidores encerraram o trimestre gastando menos.

Um relatório separado do Instituto para Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) de Chicago mostrou que a atividade empresarial desacelerou muito mais do que o esperado no Meio-Oeste dos Estados Unidos durante abril. O índice ISM para o Meio-Oeste caiu para 56,2, o menor patamar desde novembro de 2009.

A leitura segue vários outras pesquisas empresariais regionais que têm sugerido que a economia começou o segundo trimestre de forma suave.


"A economia está perdendo um pouco de impulso, mas a manufatura ainda está se expandindo", disse o estrategista de macroeconomia da Wells Fargo Advisors, em St. Louis, Gary Thayer.

Outra pesquisa mostrou que a contratação de funcionários em pequenas empresas diminuiu consideravelmente no mês de abril e os empregados viram uma redução em suas horas, somando-se aos sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho.

As empresas criaram 40 mil novos empregos, uma queda ante os 75 mil cargos criados em março de acordo com a Intuit, uma empresa de processamento de folhas de pagamento.

O relatório de emprego acompanhado de perto pelo governo, que será divulgado na sexta-feira, deve mostrar a criação de 170 postos de trabalho em abril, de acordo com uma pesquisa da Reuters.

Um índice de preços para gastos pessoais cresceu 0,2 por cento em março, de acordo com os dados do Departamento do Comércio. Nos 12 meses até março, o índice acumulou alta de 2,1 por cento, o menor nível em um ano, mais ainda levemente acima da meta do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) de 2 por cento.

No entanto, outra medida de preços sugeriu alguma pressão inflacionária. O núcleo do índice de preços para gastos pessoais, que exclui os setores voláteis de alimentos e energia e é normalmente lido como uma medida das tendências da inflação, subiu 2,0 por cento em março ante o ano anterior, o maior aumento anual desde novembro de 2008.

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