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Crises na situação e oposição prejudicam política econômica, diz Lloyds

As crises eleitorais, tanto no candidato de situação como de oposição, podem prejudicar a condução da política econômica, afirma o Lloyds TSB. O medo exagerado de um eventual governo petista acaba trazendo algumas complicações adicionais para o candidato governista José Serra (PSDB). Essa é a afirmação do relatório semanal do Lloyds TSB, divulgado nesta segunda-feira. […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h29.

As crises eleitorais, tanto no candidato de situação como de oposição, podem prejudicar a condução da política econômica, afirma o Lloyds TSB. O medo exagerado de um eventual governo petista acaba trazendo algumas complicações adicionais para o candidato governista José Serra (PSDB). Essa é a afirmação do relatório semanal do Lloyds TSB, divulgado nesta segunda-feira.

A crise gerada no mercado financeiro pela repercussão da subida de Lula pode ser extremamente prejudicial "por gerar pressões consideráveis sobre a taxa de câmbio e sobre a inflação, inibindo ainda mais a retomada da queda dos juros e o reaquecimento da economia".

Para o Lloyds TSB, "a estabilidade econômica não admite aventuras e é razoável que o PT saiba disso. Caso contrário, estaria dando um tiro no pé e dificultando, além do razoável, a governabilidade do país".

Mas o banco faz uma ressalva: "Que fique claro que boa parte do mercado comprou ou vai comprar a alternativa do meto que pode, e deve, manter o mercado com oscilações de humor muito freqüentes daqui até as eleições de outubro".

Sobre o governista José Serra, o Lloyds TSB afirma que é bem provável que a sua candidatura sofra pressões extras após as acusações contra o ex-tesoureiro de campanha do tucano. "Além das dificuldades que tem tido para fazer alianças com partidos importantes, como o PFL, tem também problemas de aceitação entre os correligionários", diz o relatório.

Para o banco, como as pesquisas eleitorais mostram que, depois de um rápido crescimento, seu nome se estabilizou na preferência do eleitorado, é possível que as pressões contra sua candidatura sejam reforçadas. "Não há dúvida que o calendário eleitoral está sendo antecipado e o impacto potencial que as eleições teriam sobre o mercado no segundo semestre já estão sendo sentidos."

O relatório do Lloyds TSB comenta também a política econômica do governo, com juros futuros, a política econômica internacional dos Estados Unidos, Argentina e França, as contas públicas e a inflação.

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