Economia

CNI vê acomodação da atividade industrial em setembro

Ao mesmo tempo, a Confederação Nacional da Indústria afirma que não há registro, nos indicadores apurados pela entidade, de outro momento tão promissor para o emprego industrial

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h42.

As vendas reais da indústria de transformação recuaram 1,27% em setembro na comparação com agosto. O dado foi divulgado nesta terça-feira (9/11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade fez questão de ressalvar que o recuo não pode ser visto como uma interrupção da tendência de crescimento, mas uma "redução do ritmo para bases sustentadas". O trimestre encerrado em setembro é o quinto consecutivo de crescimento, embora apresente um avanço muito mais modesto do que a expansão média das vendas nos três períodos anteriores - 0,36% ante 5,7%, esta última uma taxa insustentável no longo prazo, segundo a CNI.

Após três meses consecutivos em patamar recorde, o nível de utilização da capacidade instalada também caiu 0,2 ponto percentual em setembro, para 83% (com a eliminação dos efeitos sazonais). Nos últimos quatro trimestres, o nível de utilização da capacidade instalada vinha crescendo a um ritmo próximo de um ponto percentual por período.

No quesito emprego, o aumento do número de pessoas ocupadas na indústria de transformação foi recorde, de 5,01%, comparando o terceiro trimestre de 2004 com mesmo período do ano passado. De acordo com a CNI, o recorde anterior de crescimento do emprego industrial nessa base de comparação ocorreu no primeiro trimestre de 2001, com expansão de 2,51%.

De agosto para setembro, a melhoria no nível de emprego foi de 0,78%, com 1,04% de aumento real dos salários, dando prosseguimento a uma série de 18 meses de recuperação da renda dos trabalhadores. Tomando-se apenas os últimos 12 meses, a massa de salários expandiu-se 11,09% - desde 1995, com a estabilidade de preços, não se observava crescimento de dois dígitos nessa base de comparação.

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