Economia

Brasil vai à OMC contra subsídios ao açúcar e ao algodão

O Brasil vai entrar com uma reclamação ao Mecanismo de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios ao algodão e ao açúcar, concedidos pelos Estados Unidos e União Européia, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, nesta quinta-feira. A decisão foi tomada hoje pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h17.

O Brasil vai entrar com uma reclamação ao Mecanismo de Solução de

Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios ao algodão e ao açúcar, concedidos pelos Estados Unidos e União Européia, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, nesta quinta-feira. A decisão foi tomada hoje pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), anunciou o ministro Sergio Amaral.

"Todos os preparativos técnicos foram concluídos, de forma que na semana que vem a delegação do Brasil em Genebra recorre ao Mecanismo de Solução de Controvérsias", afirmou.

Os estudos técnicos comprovaram que os subsídios concedidos pelos Estados Unidos aos seus produtores de algodão e pela União Européia aos seus produtores de açúcar causam prejuízo aos produtores brasileiros.

Amaral informou que a Camex fez também uma avaliação das diferentes negociações comerciais que o Brasil vem fazendo com outros países e blocos econômicos. "Nós resolvemos prorrogar por mais dois meses o acordo de preferências com o Grupo Andino", disse. O pedido foi feito pelos países

andinos que querem manter o acordo de preferência durante o período de negociação de um acordo de livre comércio entre Mercosul e Grupo Andino.

A prorrogação, segundo o ministro, será até novembro. "Depois não prorrogaremos mais porque esperamos que até novembro se conclua a negociação de um novo acordo de livre comércio com o Grupo Andino", disse.

Em breve, o Ministério das Relações Exteriores deve apresentar ao México um roteiro para as negociações de um acordo comercial. "Ao mesmo tempo, organizaremos encontros empresariais sobre os setores de calçados, têxteis, móveis e químicos com o objetivo de estimular as parcerias entre as

empresas", informou. Com essas parcerias, as empresas brasileiras teriam maior facilidade de acesso ao mercado dos Estados Unidos e seriam removidas dificuldades nesses setores, preparando-os para um acordo de livre comércio que deve ser fechado no próximo ano.

A Camex aprovou também a idéia de apresentar "uma proposta aos países centro-americanos e caribenhos de um acordo de preferências tarifárias como um primeiro passo para um futuro acordo de livre comércio". Na próxima semana, com a visita do presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, ao Brasil, serão iniciadas as conversas para aprovação da propostas pelos demais membros do Mercosul (Mercado Comum do Sul).

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