Redação Exame
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 09h31.
As expectativas do mercado para a inflação de 2025 voltaram a recuar, com a sétima queda consecutiva registrada no Boletim Focus desta segunda-feira, 29. A projeção mediana para o IPCA do próximo ano passou de 4,33% para 4,32%, mantendo a taxa abaixo do teto da meta, que é de 4,5%.
Um mês atrás, a mediana era de 4,43%. Quando consideradas apenas as 111 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção recuou de 4,32% para 4,31%.
Para 2026, a expectativa também caiu: de 4,06% para 4,05%, na sexta queda semanal consecutiva. Há um mês, a projeção era de 4,17%. Nas últimas 110 estimativas mais recentes, a mediana passou de 4,07% para 4,06%.
Desde janeiro, a meta de inflação no Brasil passou a ser contínua, com base na variação acumulada em 12 meses do IPCA. O centro da meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, limites entre 1,5% e 4,5%.
As projeções do Focus para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis. Para 2027, a mediana está em 3,80% há oito semanas. Para 2028, segue em 3,50% também pela oitava leitura consecutiva.
A expectativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, conforme o Focus. Um mês atrás, a projeção era de 12%. Entre as 88 estimativas mais recentes, a mediana caiu de 12,25% para 12,13%.
A previsão para a Selic no fim de 2025 também segue estável em 15% — mesmo nível mantido pelo Banco Central nas últimas quatro reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). A mediana para a Selic em 2025 está nesse patamar há 24 semanas seguidas.
Na ata da reunião mais recente, o Copom reafirmou a estratégia de manter os juros elevados por tempo prolongado. “A estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, escreveu o comitê.
As projeções para a Selic no fim de 2027 e 2028 também não mudaram. Para 2027, a estimativa permanece em 10,50% pela 46ª semana seguida. Para 2028, a taxa esperada segue em 9,75%; há um mês, era de 9,50%.
A mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80% para 2026. Para 2027, caiu de 1,81% para 1,80% e, para 2028, seguiu em 2% pela 94ª semana seguida.
A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2025 subiu R$ 5,43 para R$ 5,44, segundo o relatório Focus.
Para 2026, a mediana para a moeda americana se manteve em R$ 5,50, mesmo valor estimado para 2027. Em 2028, a mediana das estimativas subiu de R$ 5,51 para R$ 5,52.