Economia

Autor de uma das propostas, Appy vê clima para aprovar reforma tributária

Appy também disse ser favorável à ampliação do escopo da reforma num projeto que não considere apenas a tributação sobre o consumo

Economista Bernard Appy: "Pela primeira vez desde a Constituinte nós temos 27 secretários da Fazenda dos Estados que apoiam uma reforma onde o imposto seja cobrado no destino e se elimine o ICMS" (Luís Simione/Divulgação)

Economista Bernard Appy: "Pela primeira vez desde a Constituinte nós temos 27 secretários da Fazenda dos Estados que apoiam uma reforma onde o imposto seja cobrado no destino e se elimine o ICMS" (Luís Simione/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 16 de julho de 2020 às 12h48.

Última atualização em 16 de julho de 2020 às 12h49.

O ambiente político para aprovação de uma reforma tributária com unificação de impostos sobre o consumo e eliminação do ICMS nunca foi tão favorável. A avaliação é do economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e idealizador de uma das propostas de reforma em tramitação no Congresso Nacional.

"Pela primeira vez desde a Constituinte nós temos 27 secretários da Fazenda dos Estados que apoiam uma reforma onde o imposto seja cobrado no destino e se elimine o ICMS. Acho que o ambiente político é favorável", disse, em live organizada pela In Press Oficina.

O economista afirmou achar importante que o governo federal participe mais da discussão sobre a reforma tributária que será implementada no País.

Appy também disse ser favorável à ampliação do escopo da reforma num projeto que não considere apenas a tributação sobre o consumo, mas afirmou qualquer modificação no modelo de tributação de renda, patrimônio ou folha de pagamento tem de ser "muito bem feito."

De acordo com o economista, o ideal seria conseguir baixar as alíquotas de tributação nas empresas e passar a tributar na distribuição, integrando esse processo ao Imposto de Renda.

Appy disse, também, que o mais importante seria conseguir reduzir a tributação sobre a folha de pagamento, considerada pelo economista "completamente injustificável."

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