Economia

Austin Rating revê queda do PIB para 2,6%, em 2015

A Selic deve terminar 2015 no patamar atual de 14,25%, e recuar para 11,50% no fim do próximo ano


	Para 2016, a expectativa passou para -0,5%, de -0,3% antes. Na área fiscal, a agência prevê superávit primário de 0,2% do PIB este ano e déficit de 0,3% no próximo
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Para 2016, a expectativa passou para -0,5%, de -0,3% antes. Na área fiscal, a agência prevê superávit primário de 0,2% do PIB este ano e déficit de 0,3% no próximo (thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 4 de setembro de 2015 às 18h02.

São Paulo - A Austin Rating revisou suas projeções macroeconômicas e agora espera contração de 2,6% do PIB este ano, ante estimativa anterior de -2,1%.

Para 2016, a expectativa passou para -0,5%, de -0,3% antes. Na área fiscal, a agência prevê superávit primário de 0,2% do PIB este ano e déficit de 0,3% no próximo.

"Desde nossa última publicação do relatório de projeções macroeconômicas, em 3 de agosto, o ambiente econômico e político, que já estava bastante perturbado, se deteriorou ainda mais. O governo federal segue acumulando perda de apoio junto à base aliada e, mais recentemente, cometeu o erro capital de encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária 2016 com déficit primário de R$ 30,5 bilhões, fato nunca antes registrado na história deste País", diz no relatório o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

O câmbio no final deste ano passou para R$ 3,90, de R$ 3,45, enquanto para 2016 mudou para R$ 4,05, de R$ 3,50.

A Selic deve terminar 2015 no patamar atual de 14,25%, e recuar para 11,50% no fim do próximo ano. A dívida líquida deve ficar em 38,0% do PIB este ano e subir para 39% em 2016.

Por outro lado, a Austin diz que o cenário recessivo do País deve surtir efeitos positivos em algumas variáveis, como, por exemplo, a taxa de inflação estimada para 2016, que deverá ficar exatamente no centro da meta (4,5%).

No mês passado, a estimativa da agência era de 4,7%. Para este ano, a projeção foi mantida em 9,1%.

A fraca demanda doméstica também ajuda a diminuir o déficit em transações correntes, que deve recuar para US$ 73,2 bilhões no próximo ano (-4,8% do PIB), de US$ 77,3 bilhões este ano (-4,4%).

Isso graças ao saldo comercial, que deve atingir US$ 7,9 bilhões em 2015 e US$ 14,3 bilhões em 2016.

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