Alimentos mais caros diminuem o poder de compra

No entanto, para a população mais pobre, o custo de vida cresceu acima da média

São Paulo – O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), medido na região metropolitana de São Paulo pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (FecomercioSP), teve alta média de 0,43%, em outubro, indicando uma redução no ritmo de correções dos preços, já que, no mês anterior a taxa variou 0,64%. No acumulado de 12 meses, houve alta de 4,46%.

No entanto, para a população mais pobre, o custo de vida cresceu acima da média. Dos cinco grupos de renda analisados, os dois com menores ganhos – classe E (até R$ 976,58) e D (de R$ 976,59 a R$ 1.464,87) – enfrentaram aumentos na média de 0,63% e 0,59%, respectivamente.

O motivo foi a elevação de 1,18% nos preços dos alimentos para todas as camadas em análise. Só o arroz subiu 8,8% e o feijão, 6,2%. Os artigos de vestuário também ajudaram a pressionar o custo de vida, com um acréscimo de 1,52%.

Para as classes mais altas, os impactos foram exercidos por outras despesas como as associadas aos artigos para o lar. Entre os mais ricos, com ganhos acima R$ 12.207,24, as altas atingiram 0,78% e na classe B (entre R$ 7.324,34 e R$ R$ 12.207,23), 0,47%. Já nos gastos com comunicação, ocorreu aumento de 0,25% para as famílias da classe A e de 0,23% para as da classe B.

Na média do Custo de Vida por Classe Social, os artigos do lar aumentaram 0,1% e o grupo comunicação, 0,19%. Em habitação, a taxa cresceu 0,46%; em saúde, 0,36% e em gastos pessoais, 0,13%. Em sentido oposto, dois segmentos pesquisados indicaram queda: transporte (-0,32%) e educação (-0,01%).

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