São Paulo - A disparada do dólar continua, e o Brasil tem sido um dos mais afetados: depois da taxa de câmbio atingir R$ 1,94 em maio, não parou mais de subir e bateu ontem nos R$ 2,40. O Banco Central está agindo para conter a alta, mas há forças maiores por trás do fenômeno. Com os sinais positivos da economia dos Estados Unidos, aumenta a expectativa de que o Federal Reserve comece a retirar medidas de estímulo e eventualmente eleve os juros. Isso aumenta o valor relativo da moeda americana em relação às dos emergentes, que estão desacelerando. Veja a seguir as moedas que mais desvalorizaram em relação ao dólar no último mês.
PIB: US$ 2,253 trilhões População: 198,7 milhões Cotação em 19/07: R$ 2,2500 Cotação em 19/08: R$ 2,3974 Variação do dólar no último mês: 6,5% Valorização do dólar desde o início de 2013: 16,9%
PIB: US$ 1,177 trilhão População: 120,8 milhões Cotação em 19/07: 12,5300 Cotação em 19/08: 13,0240 Valorização do dólar no último mês: 3,9% Valorização do dólar desde o início de 2013: 1,4%
Alta nos custos de energia e frete, causada pela guerra, impulsiona inflação de óleos vegetais, açúcar e cereais. Estoques globais de grãos ajudam a amortecer o choque inicial, mas riscos persistem para os próximos meses.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a decisão de não adesão ao plano partiu das próprias empresas que preferem manter autonomia na definição dos preços