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Onde comprar material escolar barato? Veja como economizar na volta às aulas

Aumento nos preços desses itens deve ficar entre 15% a 30%. Veja dicas de como poupar e as orientações do Procon sobre o que pode – e o que não pode constar na lista

Material escolar: pesquisar em sites de busca e considerar compra coletiva são algumas das dicas para economizar (aire images/Getty Images)

Material escolar: pesquisar em sites de busca e considerar compra coletiva são algumas das dicas para economizar (aire images/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 2 de janeiro de 2023, 07h30.

Última atualização em 9 de janeiro de 2023, 09h53.

Finalizado o ano letivo a maioria das escolas já envia aos pais as listas de materiais escolares que serão utilizados pelos alunos em 2023. 

E mais uma vez a compra deve pesar, e muito, no bolso das famílias. Segundo previsão da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), o aumento nos preços desses itens deve ficar entre 15% a 30%.

O primeiro passo para economizar é verificar o estado dos materiais usados por seu filho no ano anterior. Muitas vezes itens duráveis, como tesoura, régua, calculadora e estojo podem ser reutilizados. Pode parecer pouco, mas na ponta do lápis a atitude tem um grande impacto no orçamento familiar. 

Pesquise com antecedência

Com a lista dos materiais que realmente precisarão ser comprados, é hora de pesquisar os preços. Para economizar, conseguir negociar melhores condições de pagamento e ainda evitar a correria típica do início das aulas, o ideal é começar esta etapa desde já. 

É importante pesquisar em vários estabelecimentos, tanto online como lojas físicas, já que a diferença de preço costuma ser grande.

Nessa avaliação de valores, considere os vários aspectos, como o gasto com transporte, combustível e estacionamento, caso se desloque até o estabelecimento comercial. Já nas compras via ecommerce, atenção ao frete cobrado.

Ainda nas compras online, aproveite as ferramentas de comparação de valores, como o Buscapé, Bondfaro, Zoom, Google Shopping e JáCotei para pesquisar os melhores preços.

Compras coletivas podem compensar

Avalie, ainda, a possibilidade de reunir alguns outros pais para comprar os materiais em um estabelecimento atacadista. Geralmente eles oferecem descontos interessantes, valores bem abaixo dos cobrados nas papelarias e negociam a forma de pagamento.

Essa alternativa pode ser interessante, inclusive, para a compra de livros didáticos. Neste caso, entre em contato com a editora e solicite orçamento para a compra de mais unidades. Se o valor compensar, junte-se a outros pais e adquira pagando menos.

As orientações do PROCON

De acordo com a entidade, a Lei 12.886/2013 proíbe que sejam incluídos na lista os materiais de uso coletivo, como tinta para impressora, giz e copos descartáveis, ou taxas para suprir despesas com água, luz, telefone, impressão e fotocópia.

É permitido apenas solicitar apenas a compra de materiais utilizados para as atividades pedagógicas diárias do aluno, como lápis, caneta, borracha, papel sulfite, cola, tinta guache, etc.

Além disso, as escolas não podem exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento e nem determinar as marcas e locais de compra – cabe a exceção, no entanto, se o material didático utilizado for apostilas.

Outra recomendação: as instituições também não podem exigir a compra de materiais em excesso, como por exemplo 10 borrachas ou 1.000 folhas de papel sulfite.

A cobrança da taxa de material escolar sem a apresentação de uma lista também é considerada abusiva. Ou seja, a escola é obrigada a informar quais itens devem ser adquiridos, deixando que os pais decidam se preferem comprar os produtos solicitados ou pagar pelo pacote oferecido pela instituição de ensino.